Três são os princípios “ativos” de Deus: ele é onipotente, onisciente e onipresente, isto é, Deus tem todo poder e poder para criar tudo, natureza de Deus que permite ele saber tudo em todo tempo e espaço e qualidade de Deus que permite ele estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Partindo desta premissa temos o homem como ser limitado ao tempo e espaço, pois faz parte da natureza divina ser atemporal e aespacial. Tendo dito isto, passemos para outro ponto que acho importante abordar. Sendo ele o da ordem do infinito e nós do finito, como é possível relacionar-mos com ele infinitude sendo nós seres finitos e mesmo como pode ele nos agraciar com o paraíso ou nos desgraçar com o inferno sendo nós seres temporais e espaciais, resumindo, é possível sermos julgados a eternidade do paraíso ou do inferno partindo do princípio que somos seres finitos, isto é, de fato temos o tempo necessário para tomarmos ciência do que é Deus? O finito pode ser o meio de se chegar a Verdade Eterna?
Minha posição com relação a esta questão, é que, tão somente poderemos optarmos positivo ou negativamente à Deus na esternidade, a eternidade é lugar concreto para se fazer esta opção, claro que ao fazer o download da sua vida terrena Deus poderá te questionar sobre o motivo que te levou a deletar alguém aqui na terra, ou senão, o porque de ter formatado aquela outra pessoa com fonte "arial 12", sendo que ele tinha planejado para ela "times 14 em negrito". Mas ainda assim, para mim, a opção clara e definitiva, pois aqui na terra temos a revelação parcial, será na eternidade.

Indo agora ao ponto que o título me obriga falar sendo Deus eterno e imutável, sua natureza segue esta mesma lógica, certo? Contudo as relações humanas não seguem esta ordem. Somos seres sociais e culturais, ao mesmo tempo que temos algo dado temos o algo construido. O que quero dizer com isto, é que, nos casos de homossexualidade qual é a postura de Deus? Ele nos ama na incondicionalidade ou na condicionalidade? Pois se partimos do princípio de que ele nos ama na incondicionalidade e temos no discurso religioso que ele ama o pecador e não o pecado, e, sendo a homossexualidade considerada pecado, concluimos logo que Deus, sim, ama o homossexual, mas reprova sua prática, logo seu amor é condicional. Pois para que um homossexual entre no reinos dos céus seria necessário deixar de ser homossexual o que nos leva ou outra afirmativa que nega a acima, ele não ama o homossexual, pois este, teria que se abdicar de suas práticas, consideradas depravadas, profanas e pecaminosas, assumir uma vida social heterosexual ou tornar-se um celibatário, o que da mesma forma, poderiamos dizer, desqualifica-o como sendo homosseuxal pois sem a prática poderiamos afirma-lo como sendo? Esta poderia até se tornar uma nova variante os castos ou celibatários ou assexuados.
Partindo do princípio que nos ame a todos incondicionalmente, ele não reprovaria a pratica sexual entre iguais ou entre opostos, mas sim, reprovaria uma conduta que fira a liberdade do outro. Se Deus, como nos afirma são João, é amor, ou ele ama a todos incondicionalmente ou não. Pois faz parte dele ser uno e não variante, diferente de nós humanos, que somos diversos em si mesmos e diferentes uns dos outros.
Outra coisa de suma importância, se ele é onipotente, onisciente e onipresente, que deus seria esse que, sabendo de todas a complicações que uma criatura dele sofreria por nascer ou adquirir uma personalidade homossexual, permite milhões de seus filhos passar por tal provação para simplismente purgar aqui neste terreno algo a ser premiado ou desafortunado na eternidade. Se ele nos criou homem e mulher, ele nos criou homem e mulher, e não hetero ou homossexual, pois mesmo dentre outras especies animais e vegetais exite a variação da relação sexual/afetiva entre iguais.
Ronaldo Rocha
Um comentário:
o candomblé religião que aceita as pessoas como são não acredita no pecado e sim na ação e reação,por isso fazemos sacrificios como oferenda para agradar os orixás e aplacar a furia do mesmo.Sabendo que Deus o supremo arquiteto do universo não é um Deus carrasco que não ama seu filho,ser homoafetivo e ter boa conduta,carater e não ser promiscuo é o que pesa,Deus ama seus filhos e da condição para que ele viva e goze a vida com amor,temos que melhorar muito chegaremos lá com certeza de que a vida tem que ser vivida e não desperdiçada Benedito Cabral sacerdote de matrizes africana Presidente Prudente sp
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