Bom, com o caminhar das águas vejo como temos prioridades e como cada um traça suas prioridades. O termo “prioridade” tem origem no “prioritare” do latim medieval, que por sua vez vem do latim “priore” que significa que está à frente, adiante. O dia-a-dia exige de nós prioridades diárias, cada dia tem a sua. Ainda que não tenha a sabedoria de uma anciã, tenho meus 25 anos de nascido e vivido de formas intensas, e hoje, podendo olhar para traz, vejo como prioridades não sempre prioridades, ou pelo menos não é a prioridade que deveria ser.
Colocamos como prioridade emagrecer, conseguir a casa própria, arrumar um bom namoro, com seguir um bom emprego, ainda que as primeiras dependam mais dos nossos próprios esforços, va lá, pior é quando nossa prioridade esta na não prioridade do outro, de um terceiro.
Engraçado é ver os graus de prioridade, vou elencar alguns que acho interessante:
Prioridade necessária: temos pessoas que lutam pela sua sobrevivência, assim como temo aquelas que sua prioridade é ter um bom sono, outras até qualidade de vida.
Prioridade desnecessária: como prioridades desnecessária classificaria como sendo encontrar um grande amor, juntar ou acumular o maior numero possível de algo ou objeto.
Prioridade simplesmente física: con-ceder aos caprichos do corpo a seu bel prazer.
Prioridades in substancia: construir amizades sólidas, ter noção das palavras e ser justo.
Prioridades comuns: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Atualizando esta, ficaria assim:
Adotar uma criança haitiana, não derrubar árvores e ter um blog, um orkut ou um tuwiter.
Tendo elencado algumas das prioridades que mais temos no cotidiano dos nossos iguais, praticamente não vemos com prioridade o auto-conhecimento, ou mesmo vemos que prioridades entram em contradição com valores. Temos e em nossa bandeira “ORDEM E PROGRESSO”, são valores altamente significativos para uma sociedade em construção, poderiam sim, ser as prioridades desta nação: crescimento sustentável e ordenado, mas o que vemos é um caos social e progresso, sim, mas para poucos.
Mas como exigir de uma nação a noção de nação sem mesmo termos a noção de seres humanos?
Creio que nossas prioridades devessem ser revistas, tanto as subjetivas como as da ordem sócio-politica.
Ronaldo Rocha.
(depois desenvolvo mais a questão)

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