Sei que , ainda que havendo a possibilidade de uma conversão tão miraculosa, casos assim são raros. Detalhe a mesma ciência que hoje da respostas positivas a questão homoerótica, foi aquela que outrora a classificou como distúrbio, cito: “ Em 1896, o médico húgaro Karoly Maria Benkert inventa a palavra homossexualismo, no contexto do discurso da medicina ocidental, para caracterizar uma forma de comportamento “desviante” e “perversa” entre pessoas do mesmo sexo; portanto o sujeito homossexual passa a existir, na história humana, apenas a partir do século XIX.” (em Mitos e Tabus da sexualidade humana: subsídios ao trabalho em educação sexual. Ed. Autêntica. 2007) Foi no seminário que tive o primeiro contato com minha homossexualidade conceitualmente falando, antes, tive experiências, ali pude ler e refletir sobre o meu ser homo. E foi lá também que ouvi pela primeira vez, pela Doutora em sexualidade na adolescência, pela USP, Dr. Heloisa, nossa professora de psicologia, a possibilidade da falsa homossexualidade, assim como a possibilidade de que há na pessoa uma “pré-disposição” em concordância com a sua “propensão”, isto é, o indivíduo tem em si a potencialidade de desenvolver ou não a Homossexualidade, i.e., vir ou não a ser homossexual, masculino ou feminino. Esta questão acaba entrando na conceitualização de inatismo, exemplo: “o ser é e não pode deixar de ser” ou “o ser é um devir”. O fato de haver a “possibilidade” de desenvolvimento à, pode partir em principio de um equívoco, levando sim, a uma falsa homossexualidade.
Hoje temos uma cultura LGBT, coisa, que por exemplo a Idade Média não tinha. Eles se relacionavam com a relação entre iguais partindo da cultura que eles dispunham. Diferente é o caso da Grécia clássica, cito um trecho de Platão, filósofo que até hoje tem repercussão no cenário cultural ocidental: “ O amor não é uma coisa simples. Eu disse, quando comecei a falar que era por ele memso nem belo nem feio mas que, praticando honestamente era belo, e de outro modo, feio. Ora, é praticá-lo desonestamente dar seus favores a um homem mau ou pór maus motivos; honestamente da´-los a um homem de bem ou por motivos honrados. Chamo mau amante o amante popular que ama mais o corpo do que a alma, porque seu amor não é durável visto que se liga a uma coisa sem duração e quando a flor da belesa que ele amava fanou, “ele foge e desaparece”, traindo seus discursos e suas promessas, enquanto que o amante de uma bela alma é fiel toda sua vida, porque ela se uniu a uma coisa durável” ( O Banquete de Platão)Vale a pena lê-lo na integra. Entre eles, os gregos, o amor só seria dado a um outro igual e sempre do sexo masculino, naquela época a mulher tinha um outro espaço e outra função, que não as de hoje. Com o advento do cristianismo a questão tomou outra direção, a relação entre diferentes fora sacralizada e posteriormente sacramentada, isto é, tornaram-se sinais de Deus. Desta forma o que estou tentando expor são os traços que uma cultura pode determinar na vida sexual, social, e outros “al” possíveis na vida de uma pessoas que tem a propensão ou pré-disposição a relação entre igual. Aqui entramos em outro campo o biológico e o cultural: até onde o que é cultural e o que é nato da pessoa? Cito outro autor que tem uma idéia semelhante a Carl Jung, criador da Psicologia,lembrando que a Psicanálise foi criada por Freud e Jung era seu discípulo, no que se refere as idéias inatas de “anima” a presença do feminino no homem e “animus” a presença do masculino na mulher, desta forma gerando um certo equilíbrio na individualidade, no processo de individualização do ente. A contribuição vem do psicanalista holandês Thorkil Vanggaard: “Todo homem tem algum grau de interesse homossexual, todo homem tem um homossexual”radical” ( em FALO: a imagem do sagrado masculino,Ed. Paulinas. de Eugene Munique) Nesta obra Munique dedica um capítulo a homossexualidade. Este livro tem como fio condutor, como pode se perceber pelo titulo, o falo, o pênis, mas ele em estado de falo, isto é, de ereção e sua representatividade psico-social.Bom desta forma, temos também um cientista afirmando uma homossexualidade inata, o termo usado por Vanggaard é homossexualidade radical assim como temos a afirmação da anima e do animus. Se este dado confere, podemos sim, ter falsos homossexuais, pois se nós enquanto homens temos um arquétipo feminino e não somos mulheres e vice-verso, como nos afirma o pai da psicologia, Jung, podemos também desenvolver falsamente uma pratica homossexual sócio-cultural. Ai gente, to quase pirando pra defender isso. E como meu caro Sandro afirmou: a questão é complexa! Concordo com o contexto cultural religioso, ele pode criar uma falsa heterossexualidade.Desta forma respondo a minha questão e ressalto: ISTO É UMA TEORIA!
Hoje temos uma cultura LGBT, coisa, que por exemplo a Idade Média não tinha. Eles se relacionavam com a relação entre iguais partindo da cultura que eles dispunham. Diferente é o caso da Grécia clássica, cito um trecho de Platão, filósofo que até hoje tem repercussão no cenário cultural ocidental: “ O amor não é uma coisa simples. Eu disse, quando comecei a falar que era por ele memso nem belo nem feio mas que, praticando honestamente era belo, e de outro modo, feio. Ora, é praticá-lo desonestamente dar seus favores a um homem mau ou pór maus motivos; honestamente da´-los a um homem de bem ou por motivos honrados. Chamo mau amante o amante popular que ama mais o corpo do que a alma, porque seu amor não é durável visto que se liga a uma coisa sem duração e quando a flor da belesa que ele amava fanou, “ele foge e desaparece”, traindo seus discursos e suas promessas, enquanto que o amante de uma bela alma é fiel toda sua vida, porque ela se uniu a uma coisa durável” ( O Banquete de Platão)Vale a pena lê-lo na integra. Entre eles, os gregos, o amor só seria dado a um outro igual e sempre do sexo masculino, naquela época a mulher tinha um outro espaço e outra função, que não as de hoje. Com o advento do cristianismo a questão tomou outra direção, a relação entre diferentes fora sacralizada e posteriormente sacramentada, isto é, tornaram-se sinais de Deus. Desta forma o que estou tentando expor são os traços que uma cultura pode determinar na vida sexual, social, e outros “al” possíveis na vida de uma pessoas que tem a propensão ou pré-disposição a relação entre igual. Aqui entramos em outro campo o biológico e o cultural: até onde o que é cultural e o que é nato da pessoa? Cito outro autor que tem uma idéia semelhante a Carl Jung, criador da Psicologia,lembrando que a Psicanálise foi criada por Freud e Jung era seu discípulo, no que se refere as idéias inatas de “anima” a presença do feminino no homem e “animus” a presença do masculino na mulher, desta forma gerando um certo equilíbrio na individualidade, no processo de individualização do ente. A contribuição vem do psicanalista holandês Thorkil Vanggaard: “Todo homem tem algum grau de interesse homossexual, todo homem tem um homossexual”radical” ( em FALO: a imagem do sagrado masculino,Ed. Paulinas. de Eugene Munique) Nesta obra Munique dedica um capítulo a homossexualidade. Este livro tem como fio condutor, como pode se perceber pelo titulo, o falo, o pênis, mas ele em estado de falo, isto é, de ereção e sua representatividade psico-social.Bom desta forma, temos também um cientista afirmando uma homossexualidade inata, o termo usado por Vanggaard é homossexualidade radical assim como temos a afirmação da anima e do animus. Se este dado confere, podemos sim, ter falsos homossexuais, pois se nós enquanto homens temos um arquétipo feminino e não somos mulheres e vice-verso, como nos afirma o pai da psicologia, Jung, podemos também desenvolver falsamente uma pratica homossexual sócio-cultural. Ai gente, to quase pirando pra defender isso. E como meu caro Sandro afirmou: a questão é complexa! Concordo com o contexto cultural religioso, ele pode criar uma falsa heterossexualidade.Desta forma respondo a minha questão e ressalto: ISTO É UMA TEORIA!
4 comentários:
Bom,acho q ser ou nao ser cabe a cada um de descobrir e cabe a cada um ser o que e acabou,nao temos que er medo doque as pessoas vão achar nao temos q ter medo do q vamos encontrar preconseitos,isso tem de monte sou homesexual e sei e enfrente varis tipos de preconseito so q eu estou em ponto da minha vida q nada mais me interreça nada tipo...oq os outros vão acha de mim oq as pessoas vão fala oq vão fazer sabe vivo a miha vida sem intenção então essa tese me deichou cheio de pensamentos adorei muito boa...Parabéns Ro...
Nossa Ro seu texto ficou muito bem escrito, agora...complexo é pouco né? é um tema que gera muitas controvérsias...
agora vou dizer o que surgiu em minha mente quando estava lendo seu texto (Ro foi só um pensamento, ok? nem pesquisei para falar sobre, so falei com o conhecimento que ja tenho): a frase de Simone de Beauvoir "não se nasce mulher, torna-se mulher", cometendo uma loucura, vou parafrasear nossa amiga simone (rsrsr) " não se nasce homossexual, torna-se homossexual" isto, é claro, se colocarmos dentro de uma teoria, ja muito conhecida nossa, o existencialismo, onde você abre mão do inatismo, a biologia e coloca em seu lugar a liberdade individual independente também de uma cultura, que assim como não faz a mulher, apesar de querer molda-la a seu modo, não determina como cada mulher deve agir, deve ser, etc; não determina a escolha pelo interesse sexual de cada um. Mas eu realmente acho que qualquer teoria vai depender da base que você esta aderindo, e poderá ser contestada se a outra pessoa não aderi-la...rs
Sei lá...assunto complicado...uahsuahsuahsu...
é só uma teoria.
beijos chérie.
PARABÉN PELO TEXTO, JA ESTOU ANSIOSA PARA LER MAIS SOBRE SUA TEORIA...^^
claro minha linda... esta, se o nelson deixar, seria uma das minhas teses na monografia de filosofia, rsrsrs, mas se ele deixar, kkk ja havia ate comentado com a ariadene sobre isso, e tinha tbm parafraseado simone, hihihihihi... bjs linda evaleu pelo comentario..
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