Para você ficar por dentro leia, assista ou acesse:

  • Filme: A lingua das mariposas. Por Fernando Bovaira, José Luis Cuerda
  • Filme: A Rainha. Dir. Stephen Frears (Biografia/Drama/Histórico.2006)
  • Filme: As pontes de Madison. Dir. de jay Hart. (drama - abaixo segue sinopse postada)
  • Filme: Domésticas o Filme. De Nando Olival e Fernando Meirelles. (abaixo sinopse postada)
  • Filme: Efeito Borboleta. Dir. Eric Bress , J. Mackye Gruber (Ficção, 2004.)
  • Filme: Frida. Dir. Julie Taymor. (drama, 2003)
  • Filme: Mulheres a beira de um ataque de edteria. Por Almodovar
  • Filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulaim. Imegem Filmes
  • Filme: Perfume. Dir. Tom Tykwer.(Ficção. 2006)
  • Filme: QUEM SOMOS NÓS? Uma nova evolução. PlayArt
  • Livro: Carta sobre a felicidade. Ed. Unesp. Epicuro.
  • Livro: Discurso do método - meditações. René Descartes. Martin Claret.
  • LIvro: FALO: a imagem do sagrado masculino,Ed. Paulinas. de Eugene Munique
  • Livro: Manifesto Comunista. Karl Marx.
  • Livro: O Que é Homossexualidade. Por Peter Fry e Edward MacRae. Ed. Abril Cultural e Brasiliense
  • Livro: O que é religião; Rubem Alves. Ed. Abril Cultural e Brasiliense
  • Livro: Por amor as cidades. Por Jacques le Goff. Ed. Teorema. (temática medieval)
  • Livro: Textos básicos de ètica: de Platão a Foucalt. Por Danilo Marcondes.
  • Livro: Ética. Por Frei Betto, Eugenio Barba e Jurandir Freire Costa. Ed. Garamond.
  • Livros: Trilogia de Robert Johnson. We, She e He.
  • Sítio: A TRANSEXUALIDADE E A GRAMÁTICA NORMATIVA DO SISTEMA DE GÊNERO: http://www.scielo.br/pdf/agora/v9n1/a04v9n1.pdf
  • Sítio: http://www.diversidadecatolica.com.br/

Pensamentos...

PARA SER GRANDE É NECESSÁRIO TER SIDO PEQUENO. PARA TOCAR OS CÉUS, ANTES É PRECISO TER TOCADAO A TERRA. PARA SE ETERNIZAR, É PRECISO ANTES TER SIDO HUMANO!











quinta-feira, 1 de julho de 2010


Depois de brigar com seu marido e abandoná-lo na estrada, a turista alemã Jasmin (Marianne Sägebrecht) caminha pelo deserto do Arizona até chegar ao posto-motel Bagdad Café. Recebida com aspereza por Brenda (CCH Pounder), a dona do local que acabou de colocar o marido para fora de casa, Jasmin aos poucos se acostuma com os clientes e hóspedes do motel.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"EM NOME DE DEUS" outra sugestão de filme com temática polêmica...

Os Lares Madalena, na Irlanda, eram de responsabilidade das Irmãs da Misericórdia, em nome da Igreja Católica. Jovens mulheres eram mandadas para lá por suas famílias ou pelos orfanatos e, uma vez lá, ficavam confinadas e obrigadas a trabalhar na lavagem de roupa, onde poderiam expiar seus pecados. Os pecados variavam entre ser mãe solteira, ser bonita ou feia demais, retardada mentalmente, ignorantes ou inteligentes, ou vítimas de estupro. E por seus pecados, elas trabalhavam 364 dias por ano, sem remuneração. Eram mal alimentadas, surradas, humilhadas, estupradas, e seus filhos levados à força. A sentença dessas moças era indefinida. Milhares de mulheres viveram e morreram nesses Lares. O último Asilo Madalena na Irlanda foi fechado em 1996.

Este filme é contado sob o ponto de vista dessas jovens mulheres durante os anos sessenta, uma era erroneamente tida por alguns como uma época de incontestada liberação feminina. Essas jovens mulheres católicas encontram-se em um pesadelo quase medieval, enquanto o mundo exterior, silenciosamente, (ou em alguns casos, ativamente) apoia o estado teocrático. O filme mostra como a personalidade dessas mulheres se desenvolve, de maneira positiva ou negativa, em um ambiente controlado e dominado por mulheres celibatárias, servas de Deus, noivas de Cristo. Como podem, as meninas tentam escapar das surras; mas que vitória é esta se permanecem encarceradas como escravas? Uma delas consegue sair de uma forma sofrida e banal, outra é confinada em um sanatório, e mais duas se rebelam, fogem e alcançam a liberdade.

FONTE:
http://cineminha.uol.com.br/filme.cfm?id=41414

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

SOBRE ADOÇÃO E PATERNIDADE HOMOAFETIVA

BABY LOVE

Emmanuel é pediatra e quer ser pai. No entanto, ele é homossexual, o que se transforma em obstáculo para a realização desse desejo. Além de seu namorado, Philippe, não incentivá-lo, suas tentativas para adotar uma criança ou para encontrar uma mãe de aluguel são "desastrosas" - inclusive, ele tenta fingir que é heterossexual para entrar na fila de adoção. Até que Emmanuel conhece Fina, estudante peruana que também precisa de ajuda.

Divertido, mas sem perder a sensibilidade, "Baby Love" traz à tona um assunto que ainda precisa ser muito discutido: a paternidade de homossexuais. Apesar de ser cada vez mais freqüente, esse tipo de adoção passa por vários obstáculos (veja, aqui, histórias de casais que adotaram).

A idéia do filme surgiu há 10 anos, quando o diretor francês Vincent Garenq, que estréia na direção de longas, soube que Manu, seu grande amigo de colégio, homossexual, viajou em um fim de semana com um casal de lésbicas e o namorado para discutirem a possibilidade de terem um filho. Foi assim que Garenq conheceu a APGL (Associação de Pais Gays e Lésbicas) e ouviu muitas histórias de homossexuais que desejavam ser pais. Ao saber de um casal de homens que recorreu a uma mãe substituta, pensou em escrever uma ficção, que logo interessou ao produtor Christophe Rossignon.

FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI12913-10521,00.html

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CARTA DE UM FILHO JOVEM AOS SEUS PAIS.


Sobre o tempo.
Cheguei a pouco em casa. São exatamente 1:00 am, e decidi escrever uma carta para vocês: pai e mãe.
Vocês se lembram de quando se conheceram? De como foi o namoro de vocês? A algum tempo atrás perguntei a vocês  porquê vocês se casaram, se lembram?
O sentido da vida é reconhecido nos motivos que damos para vivê-la! Quando eu criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, fiz desaparecer o que era próprio da criança(I Cor 13,11)
Muito tempo se passou desde que se conheceram. Muitas águas já rolaram. Cabelos embranqueceram. Contudo, vocês fizeram uma escolha. Optaram em dar um sentido a vida de vocês casando-se.
Quantas dificuldades. Quantos embaraços. Tantos medos. Outras tantas escolhas dentro de um única escolha: o casamento.
Entretanto, quantos momentos bons, agradáveis, aprazíveis... Quantas alegrias, vitórias e certezas.
Como dizia Cazusa “o tempo não para”. De fato não para ver vocês se casando. O tempo não parou para acolher a suas lágrimas nem para alegrar-se com vocês.
Porém, vocês se casaram, vocês choraram e se alegraram.
Hoje você já não são mais crianças, nem pensam como criança. Deixaram este dom de Deus para traz. Coisa de gente grande, isso é normal. As obrigações de pão e de mãe  gritaram, falaram alto.
Veio um. O primeiro, e se chamou Luís Roberto. Porque colocaram este nome nele? Opa! O segundo filho, uma menina: Renata Aparecida. Supresa! O terceiro e último: Ronaldo José. Porque esses nomes, algo de especial?
Cada um, uma cara. Cada cara de um jeito. Filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Eles cresceram, deram muito, mas muito trabalho... Mas também muitas alegrias. Alguns já se reproduziram e expandiram a família: Sergio Henrique e Miguel Ângelo.
E o tempo... O tempo não para! E o sentido da vida é reconhecido nos motivos que damos para vivê-la.
Se por muito, muito tempo dedicaram o tempo e o labor, isto é, o trabalho braçal de vocês à sua prole, seus filhos, pensa bem, “este é o meu tempo, este é o nosso momento”
Recupera pois a criança perdida dentro de vocês e de as costas(e o dedo se vocês também quiserem) para o tempo e vão viver, pensar, amar, perdoar, olhar para Deus com o espírito da criança que vocês ainda tem em algum canto do coração de vocês.
Esta vida não tem sentido em si, somos nós quem damos. Neste momento qual o sentido que vocês estão dando a vida de vocês? Com temores, medos, más recordações ou motivados, esperançosos e dispostos?
Epicuro, um amigo com mais de dois mil anos, disse assim e transcrevo para vocês:

“Acostuma-te à idéia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade.
O sábio, porém, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver; para ele, viver não é um fardo e não-viver não é um mal.
Assim como opta pela comida mais saborosa e não pela mais abundante, do mesmo modo ele colhe os doces frutos de um tempo bem vivido, ainda que breve.”

Não percamos nosso “tempo” desejando viver eternamente, pois isso não é da nossa ossada. A nós cabe levar essa vida com dignidade e honestidade nas mais simples das felicidades e prazeres. Por isso, se ocupem com aquilo que vos é presente: a vida, e a vida de vocês, deixem que da nossa, aos poucos aprendamos nós com o exemplo de vocês aprendemos a cuidar. Vocês já nos deram muito, e muito ainda nos tem dado, agora é a vez de vocês.
Saiam mais vezes juntos. Rezem mais vezes juntos. Tenham programas comum que agradem a ambos. Comam mais vezes juntos. Não percam tempo com a televisão. Se curtam, se descubram. Vocês ainda são novidade um para o outro e o mundo espera por vocês! Muito me alegraria saber que vocês saíram juntos, nem que fosse para Presidente Epitácio-SP(risos).
Aceitem com alegria seus anos de vida e as conseqüências naturais também. Evitem lamentar!
O amor verdadeiro é mútua abertura de um para o outro. “Eu” sem “tu”, sem “ele” não existe, assim com “tu” e “ele” sem “eu” também não!
Cultivem o silêncio. Ele fala mais que esta carta.
Concluo com o velhinho Epicuro:

“Medita, pois, todas essas coisas e muitas outras congêneres, dia e noite, contigo mesmo e com teus semelhantes, e nunca mais sentirás pertubado, quer acordado, quer dormindo, mas viverás com um deus entre os homens. Porque não se assemelha absolutamente a um mortal o homem que vive entre bens imortais.”

 Amo muito vocês. Cuidem um do outro e logo estarei ai com vocês! Deus nos abençoe.

Piracicaba-SP, 24 de setembro de 2009. 2:30am

Ronaldo Rocha.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CAMPANHA

VALE A PENA REFLETIR!

PRIORIDADES

Bom, com o caminhar das águas vejo como temos prioridades e como cada um traça suas prioridades. O termo “prioridade” tem origem no “prioritare” do latim medieval, que por sua vez vem do latim “priore” que significa que está à frente, adiante. O dia-a-dia exige de nós prioridades diárias, cada dia tem a sua. Ainda que não tenha a sabedoria de uma anciã, tenho meus 25 anos de nascido e vivido de formas intensas, e hoje, podendo olhar para traz, vejo como prioridades não sempre prioridades, ou pelo menos não é a prioridade que deveria ser.
Colocamos como prioridade emagrecer, conseguir a casa própria, arrumar um bom namoro, com seguir um bom emprego, ainda que as primeiras dependam mais dos nossos próprios esforços, va lá, pior é quando nossa prioridade esta na não prioridade do outro, de um terceiro.
Engraçado é ver os graus de prioridade, vou elencar alguns que acho interessante:

Prioridade necessária: temos pessoas que lutam pela sua sobrevivência, assim como temo aquelas que sua prioridade é ter um bom sono, outras até qualidade de vida.

Prioridade desnecessária: como prioridades desnecessária classificaria como sendo encontrar um grande amor, juntar ou acumular o maior numero possível de algo ou objeto.

Prioridade simplesmente física: con-ceder aos caprichos do corpo a seu bel prazer.

Prioridades in substancia: construir amizades sólidas, ter noção das palavras e ser justo.

Prioridades comuns: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Atualizando esta, ficaria assim:
Adotar uma criança haitiana, não derrubar árvores e ter um blog, um orkut ou um tuwiter.

Tendo elencado algumas das prioridades que mais temos no cotidiano dos nossos iguais, praticamente não vemos com prioridade o auto-conhecimento, ou mesmo vemos que prioridades entram em contradição com valores. Temos e em nossa bandeira “ORDEM E PROGRESSO”, são valores altamente significativos para uma sociedade em construção, poderiam sim, ser as prioridades desta nação: crescimento sustentável e ordenado, mas o que vemos é um caos social e progresso, sim, mas para poucos.
Mas como exigir de uma nação a noção de nação sem mesmo termos a noção de seres humanos?

Creio que nossas prioridades devessem ser revistas, tanto as subjetivas como as da ordem sócio-politica.
Ronaldo Rocha.
(depois desenvolvo mais a questão)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

SÃO TOMAS DE AQUINO - LEITURA DE UMA ÉTICA TOMISTA. Por Ariadene Cristina e Ronaldo Rocha.



INTRODUÇÃO

“A Razão está para o intelecto como o movimento para o repouso.”
S. Tomás de Aquino

Tomás de Aquino foi um frade
dominicano e teólogo, italiano pelo lado de pai, e normando pelo lado da mãe, foi o mais distinto expoente entre os escolásticos. Tomás de Aquino nasceu em Roccasecca, no sul do Lácio em 1221, estudou em Monte Cassino, e depois na recém fundada Universidade de Nápoles. Entrou na ordem dos frades dominicanos, que o mandaram estudarem em Colônia, onde teve como professor Santo Alberto Magno.
Em 1256, foi admitido como Mestre na Universidade de Paris. Durante algum tempo, foi conselheiro teológico do Papa. Também foi chamado para ser teólogo do Concílio de Lyon, mas foi surpreendido pela morte aos 53 anos, em 7 de março de 1274, no mosteiro cisterciense de Fossanova.
Foi declarado Santo por João XXII, em 1323. Pio V o declarou Doutor da Igreja. Foi denominado Doctor Angelicus.
S. Tomás de Aquino achava que os pagãos somente poderiam ser convertidos ao cristianismo através de argumentos racionais, pois não se pode exigir fé de quem não crê. Desta maneira, para provar a existência de Deus, questão básica para que se desenvolva a fé cristã, ele elaborou cinco argumentos:



1º Argumento – Primeiro Motor Deus
Para que um determinado objeto se movimente há necessidade de um motor que o mova. Entretanto, esse motor precisará de outro que também o impulsione. Indefinidamente, um motor precisará de outro para fazê-lo movimentar. Desta maneira, forçosamente percebemos que existe um primeiro motor que impulsiona todos os outros motores.
Então, de acordo com a filosofia tomista, esse primeiro motor que move todos os outros motores é que deu origem ao movimento é DEUS.


2º Argumento – Causa e Efeito
Este argumento se relaciona com a causa e efeito de todas as coisas. Todas as coisas que existem no universo foram criadas. Se elas existem, podemos dizer que foram criadas por alguma causa. Desta maneira, o ser criado é o efeito de uma causa qualquer. Por exemplo: o homem perdeu o chapéu porque o vento forte o arrancou de sua cabeça. Neste caso, o vento é a causa, cujo efeito foi arrancar o chapéu da cabeça do homem. Todo efeito precisa de uma causa que o origine.
Como todos os efeitos se originam de uma causa, se remontarmos causa por causa, chegaremos a uma causa primeira de todos os efeitos, uma causa que deu origem a toda a coisa, que é Deus. Portanto, de acordo com a filosofia tomista, o segundo argumento ou prova da existência de Deus é aquele que se refere à causa e efeito.


3º Argumento – Contingência
Todos os seres que conhecemos não são eternos. Não sendo eternos, antes de existirem, não decidiram sobre a razão de sua existência.
A razão da existência dos seres não foi decidida por eles próprios, mas por algo que está acima deles determinando a existência de cada um.
Ser contingente é aquele que possui em si próprio a razão de sua existência. Com isso, o terceiro argumento ou prova da existência de Deus é aquele que se refere à contingência dos seres.


4º Argumento - Perfeição
Um ser humano racionalmente normal procura imprimir em seus atos o máximo de perfeição. A busca da perfeição caracteriza o comportamento das pessoas normais. Um pintor, por exemplo, procura tornar o seu quadro o mais belo possível. Entretanto, por mais que se esforce, nunca conseguirá a perfeição absoluta. Os seres que conhecemos apenas participam, em diferentes graus, da perfeição absoluta, que é Deus. Desta maneira, o quarto argumento ou prova da existência de Deus refere-se aos graus de perfeição.


5º Argumento – Ordem Universal
Pode-se observar a harmonia das coisas no universo e se perceber que tudo segue uma ordem exata e perfeita. Percebe-se que do mais minúsculo ao mais gigantesco ser todos estão internamente organizados segundo os mesmos princípios e leis. Tudo obedece a uma organização inteligente.
Segundo Tomás de Aquino a ordem que existe no universo não é produto do acaso, mas fruto de uma inteligência superior. Existe um ser inteligente que dirige e ordena os seres do universo. Esse ser inteligente que comanda e dirige o universo é Deus.
Então, o quinto argumento ou prova da existência de Deus, segundo a filosofia tomista, é a ordem universal.




Santo Tomás mostra que há, em Aristóteles, uma filosofia verdadeiramente autônoma e independente do dogma, mas em harmonia com ele.
Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o
aristotelismo. A partir dele, a Igreja tem uma teologia (fundada na revelação) e uma filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão.
Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de
Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida, e a essência do mal é a privação ou ausência do bem.



SANTO AGOSTINHO E A FILOSOFIA PLATÔNICA

“A vida de santo Agostinho, minuciosamente narrada por ele próprio em Confissões, é quase uma demonstração, na prática de seu pensamento: experimentou o ceticismo quanto ao seu conhecimento, sofreu o abismo homem em pecado, reencontrou a esperança na graça de divina, conheceu a felicidade e a certeza da verdade na fé”.
História da Filosofia, Nova Cultural.

Por este pequeno trecho extraído da obra citada, podemos ter uma síntese da vida de santo Agostinho, o pecador que se tornaria bispo de Hipona. Durante quase um milênio o pensamento agostiniano predominou nos alicerces do cristianismo. Foi graças à Agostinho que a estrutura do pensamento de Platão atravessou quase todo o Medievo.
Como se sabe, a grosso modo, a filosofia platônica é basicamente expressa em seu Mito da Caverna onde expõe a existência de duas realidades: o mundo sensível e o mundo das idéias. No mundo sensível encontra-se as cópias, imperfeitas, das coisas verdadeiras existentes no mundo das idéias. Por analogia podemos observar nas obras de santo Agostinho as cidades de Deus e dos homens, sendo a primeira o modelo perfeito a ser buscado pelo segundo.

PROPOSTA ÉTICA EM SÃO TOMÁS DE AQUINO



Acima fora citado que o pensamento de santo Agostinho, por ser platônico, tinha a concepção de que o homem era um ser imperfeito e marcado pelo pecado original. Em são Tomás vemos que há a possibilidade, sim, da virtude do homem alcançar a perfeição.
Diferenciado da visão grega, em que a virtude está fortemente associada a pólis, com as virtudes de amizade, de coragem e de lealdade, a virtude em são Tomás vincula-se às virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade – amor à Deus e ao próximo. Outro dado importante é o conceito de eudaimonia interpretado por são Tomás como beatitude:


“ o homem, por todo e qualquer ato humano que proceda da vontade livre ( Sum. Theo. I-II, q.1ª.1 e 3), age em vista de um fim último, que é a felicidade ( In I Eth. Lec.9n.105)”[1]

São Tomás trata do libero arbitrio na questão 83 do Tratado Sobre o Homem partindo do principio do ato voluntário como ato de liberdade e racional. Este principio racional de escolha é determinante no campo da ética, pois, o livre-arbítrio decorre da racionalidade humana enquanto escolha do que é bom desfavorecendo o que mau.
Diferencia-nos dos animais que tem por instinto natural, por exemplo, a fuga diante de seu predador, enquanto o ser humano age com a faculdade, com o seu juízo segundo sua capacidade cognitiva de fugir ou não. Com relação ao final do parágrafo anterior que trata do que é bom e mau, trataremos sobre esta temática mais adiante.
Ainda sobre o fim último da felicidade, que em são Tomás é Deus,

“Tal felicidade, que consiste no conhecimento de Deus,o homem não atinge nesta vida, mas atinge a felicidade imperfeita, pelo conhecimento do amor de Deus e na prática das virtudes”( C.G. III,48\In X Eth. Lec.12, n.2111)”

Para são Tomás as virtudes são hábitos humanos. Estas virtudes são mais perfeitas segundo o ato e sua finalidade, isto é, uma potência é perfeita de acordo com o ato que a corresponde. Neste sentido o bom uso do livre-arbítrio, em são Tomás, é considerado um hábito, uma virtude. Pois o ato nada mais é do que o uso correto da liberdade.
Outro elemento importante para entender uma proposta ética em são Tomás é sua noção de Ato voluntário e Ato moral.
Por ato voluntário se entende aquele que procede de uma ação com conhecimento formal do fim e exclui violência. Este pode ser um ato livre ou necessário, positivo ou negativo; já ato moral entende-se aquela ação voluntária livre, acerca do bem ou do mal. A moralidade é em primeiro lugar especificada pelo objeto e depois, secundariamente, pelas circunstâncias – quem, o que, onde, com o que, porque, de que modo e quando – e pelo fim. A ausência moral, ou o ato moralmente mau, é denominado pecado.
Entende-se pecado como ausência ou privação de conformidade a adequação à regra moral e no ato aversivo e ofensivo à Deus, que é o fim último do ato moral. A regra máxima da moralidade é Deus. Esta se dá através da lei civil enquanto esta está inclinada a lei eterna de Deus.
É possível diferir entre ato e habito, bom e mau, consecutivamente, quanto a sua constância, exemplo: um ato bom não é habito bom, assim como a repetição de atos maus é um mau habito.
São propriedade das virtudes:
· Ser o meio termo entre excesso e deficiência;
· Possibilitar a ação fácil e prazerosa;
· Se relacionar com outras virtudes e logo com o fim último e
· Não se transformar em mau.
As virtudes intelectuais são de caráter prático e expeculativos, estas são três: intelecto, sinderésis e sabedoria; a outra inclina o intelecto a arte, que é o reto fazer e a prudência que é o reto agir.
As virtudes morais são quatro:
· Prudência, que é a virtude racional por essência e se dispõe a aperfeiçoar a razão;
· Justiça, que é racional por participação e dispõe ordenar a vontade;
· Fortaleza, que modera o apetite sensitivo irascível e a
· Temperança, que controla o apetite sensitivo concupiscível.
Até aqui discorremos que a virtude é a inclinação ao reto pensar, fazer ao que é perfeito e ao seu fim último que é Deus. Vimos também que pecado se contrapõe à virtude, entretanto não tratamos sobre a malícia e sobre o vicio.
Com relação a malícia, esta é aquela oposição às ordenanças da virtude e vício é o que se opõe a própria virtude. O vício é a privação de perfeição da natureza por disposição habitual contrária a mesma. Lembremos que o habito está entre a potência e o ato. Neste sentido em oposição às virtudes há também os vícios, que são:
· Soberba, apetite desordenado da própria excelência e inicio de todos os vícios;
· Avareza, apetite desordenado das riquezas, de qualquer bem temporal e corruptíveis;
· Inveja, apetite desordenado dos bens alheios;
· Preguiça, apetite desordenado que se configura como uma tristeza profunda;
· Ira, apetite desordenado que se configura como tristeza e se conflagra no desejo e na esperança de vingança;
· Gula, apetite desordenado do desejo e do deleite dos alimentos e
· Luxúria, apetite desordenado do desejo e dos prazeres sexuais.
Através desta pequena exposição de fragmentos do pensamento teológico e filosófico de são Tomás de Aquino, tentamos mostrar de que forma se pode deduzir uma ética tomista através de seus conceitos de virtude, potência, habito, ato e vicio.
No período medieval o homem encontra-se subordinado à Deus:

“Na religião cristã, o que o homem é e o que deve fazer definem-se essencialmente não em relação com uma comunidade humana ou com o universo inteiro, mas, antes de tudo, em relação a Deus”.
(VASQUEZ, 1978, p. 244).

Tendo visto que, sua obra, mesmo que inacabada, é extensa, não nos propomos em trabalhar direto nela, entretanto expomos, mesmo que minimamente, alguns trechos da mesma.
É importante para se entender sua proposta ética que este tem Aristóteles por base, isto é, uma nova configuração, um novo jeito de ver e pensar Deus.




REFERÊNCIAS:
ABRÃO, Bernadette Siqueira, A História da Filosofia, São Paulo, Nova Cultural, 2004.
AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Trad. Alexandre Corrêa. 2. ed. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia São Lorenço, 1981.
REALE, Giovanni história da filosofia: patrística e escolástica, v.2/Giovanni Reale, Dario antiseri; - São Paulo: Paulus, 2003.
MARCONDES, Danilo, Textos Básicos de Ética: de Platão à Focault, Rio de Janeiro, Zahar, 2007.
www.aquinate.net/portal/Tomismo/Filosofia/tomismo-filosofia-a-etica-tomista.html
[1] Cf. www.aquinate.net.

APOLO, DEUS. Por Sofia e Ronaldo.







Apolo (Febo)


Privilegiada foi Ilha de Delos,
De em vosso solo
Receber tão grande Deus,
Apolo.
A cólera de Hera obriga Leto,
A perambular e vagar
Sem rumo pela terra,
Levando em seu ventre
Ártemis e Febo.
Compadecida pela dor da mãe,
Acolhe-a na segura promessa
De fama irreconhecível e
Da honra de ter seu chão
Fixo, no
Centro do mundo.
Por nove dias e nove noites
Dor de parto terrível sofreu,
Em seu auxilio acorrera-lhe
Tantas outras deusas.
Quando na décima noite
As trevas dissipando-se,
No céu brilha o sol,
Nasce o menino Deus
De cabelos dourados e de
Beleza incomparável.
E para o encanto da noite
A esplendorosa e austera
Ártemis, deusa da noite
Enluarada.
Leto, Apolo e Artemis

Em vingança de sua mãe
Apolo lança-se contra Píton,
Serpente cruel, cujo hálito
Espalhava a noite e a morte.
Uma única seta...
Píton grita, enrola e desenrola,
Toda terra se estremece
Na agonia do monstro.
Píton

Da morada do terrível se fez
Daí em diante,
A morada do mais célebre
Dos oráculos, Delfos.
Entre gritos: viva!
Canta-se o Peã,
A alegria da vitória.
De seus campos ó belo Deus
Poemas lirados sobem a vossa presença
Deus da luz, musica e poesia o
Deus dos cabelos dourados.
Apolo acalmando os animais com sua lira




Apolo o deus também do arco e
Da flecha,
Por um Eros, Indignado e enciumado com tal tributo,
Fora presenteado pela flecha do amor, amando
Fervorosamente a ninfa Dafne que, ao contrário, foi flechada pela da recusa.
Não o desejando,
Mesmo sendo ele o mais belo dentre os deuses,
A ninfa implora a seu pai
Que a transforme antes em loureiro
A ser tocada por Apolo.
Desejo realizado. Em um belo loureiro Dafne se nega a amá-lo.
Apolo e Dafne


Apolo, apesar de seus tributos
Digno de um deus cai em mais
Uma armadilha amorosa, segura em seus braços seu amado e mais belo dos mortais, Jacinto,
Que morre atingido na testa
Pelo disco do próprio deus,
Desviado pelo enciumado
Zéfiro, o vento oeste.
E do sangue deste, nasce ali mesmo,
No local de sua morte, a flor que leva o nome do morto: Jacinto.
Corroído pela dor da perda, Apolo inscreve nas pétalas da flor, o que significaria
A inicial do nome de seu amante.
Apolo e jacinto

Da batalha de Idas e Apolo
Pelo amor de Marpessa, que
Somente houve uma trégua quando
O pai dos deuses
E dos homens apartou a luta
Dizendo: “somente a mortal poderá
Escolher com quem
Quer ficar”.
E ela, sabendo do sucesso, da
Beleza e também da imortalidade do
Deus, temendo que este que fosse infiel, escolheu o igualmente mortal Idas, deixando Apolo com mais uma de suas decepções amorosas.
Marpessa e Zeus separando Apolo de Idas


De tantos amores entre
Mortais e o deus sol
O mais incomparável é o de clítia,
Que apaixonada perdidamente por Febo
Todos os dias, incansavelmente,
Observava no céu a trajetória do iluminoso,
Em vão, pois para este nada na mortal era digno de seu amor e atenção.
A olhos vistos definha nos braços da esperança. De dia contemplando e de noite chorando.
Ela é transformada em girassol,
E desde então esta sempre voltada para ele.
Clítia da mitologia, o girassol

Bibliografia:


Ø http://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo, acessado em 16/05/2008
Ø http://helenismo.googlepages.com/mitologiaearte.htm, acessado em 16/05/2008
Ø HAMILTON, E., Mitologia, São Paulo, Martins fontes, 1992
Ø BRANDÃO, J. S., Mitologia Grega, Rio de Janeiro, Vozes, 2007
Ø KERÉNYI, C., Dionísio, Odysseus, 2002
Ø MICHELET, J., A Bíblia da Humanidade, Publicações Brasil, 1967
Ø STEPHANIDES, M., Os Deuses do Olimpo, Odysseus, 2004

CINE CULT CAPIRA - A MARVADA CARNE, 1985.

A Marvada Carne é uma comédia que mostra as hilariantes aventuras de Carula (Fernanda Torres, num papel inesquecível), uma garota simples, do interior, que tem um grande sonho na vida: se casar. E para isso ela está disposta a tudo.Nhô Quim vive lá nos cafundós em companhia do cachorro e da cabra de estimação. Aquela vidinha besta no meio do mato não dá pé e ele resolve cair no mundo e procurar a solução para duas questões que o incomodam: arranjar uma boa moça para o casório e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminando sem parar dentro dele. Nas suas andaças Nhô Quim vais dar na casa de Nhô Totó, cuja filha está em conflito com Santo Antônio, que não anda colaborando para ela arranjar um bom marido. E logo Nhô Quim descobre que o pai da moça tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha. Será este o momento para Nhô Quim realizar seus dois maiores desejos?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ESTOU VIV@

Hei! Psiu...
O que pensa de mim? Se é que pensas algo de mim!
Sabes ver além de seu ego[1]? Ou o quanto ele te rende?


Estou viv@!
Ouviste bem querid@: Estou viv@!
Tenho sonhos e desejos...
Tão avassaladores quanto um furação.
Tão profundo quanto os segredos dos mares.

Não é só de renda e trabalho que se faz uma união,
Nem tão pouco isto resume uma família!
Quero mais que o peso do seu corpo...
Quero mais que sua presença em mim.

Quero alguém que me complete
Que me faça feliz...
Que leve-me a delírios orgasmáticos,
Complexos e profundos!

Salve a nós... ou salvo eu a mim mesm@.
Meu tempo não foi perdido...
Muito me destes... Muito te dei.
Mas quero mais.

Quero mais que dois braços:
Quero seu abraço.
E mais que seus abraços,
Quero deseja-l@ te-l@ entre os meus braços!

Tudo nos é possível quando acreditamos.
Tudo nos é viável quando desejamos.
Basta crermos juntos.
Resta-nos desejar-mos juntos.

Ronaldo Rocha.
07 de janiero
Madrugada de verão 2010


[1] No caso de a primeira pessoa ser mulher troque “ego” por “falo”.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O TEMPO

Este inominável
Que hora toma corpo
Hora toma face
Vira monstro

Este inominável
Que hora nos afirma
Hora nos nega
Vira gente

Este inominável
Que hora criado
Hora Criador
É questionável

Este monstro
Que hora toma corpo
Esta gente
Que hora te nega
Este questionável
Hora Criador

É você!

Ronaldo Rocha.
Em dia de calma chuva.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O PADRE - 1995 ( drama-igreja-homossexualidade-celibato-sigilo de confissão)


Padre Greg (Linus Roache) é enviado para trabalhar em uma paróquia em Liverpool. Ele fica surpreso ao ver que seu novo superior, padre Matthew (Tom Wilkinson), não cumpre o celibato, mantendo um relacionamento com uma mulher. Este é apenas o primeiro fator que fará com que Greg entre em conflito e questione algumas regras da Igreja. Um segundo fator é a descoberta da própria homossexualidade, quando se apaixona por um rapaz (Robert Carlyle). Mas o que mais o tortura é quando uma menina de 14 anos lhe conta que sofre abusos por parte do pai, mas Greg está de mãos atadas pelo sigilo da confissão. Dividido entre sua vocação e sua sexualidade, entre as regras da Igreja e os problemas que testemunha, Greg teme ter sua fé abalada.

Para você refletir!

As Pontes de Madison:


Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), uma proprietária rural do interior do Iowa, seus filhos descobrem, através de cartas que a mãe deixou, do forte envolvimento que ela teve com um fotógrafo (Clint Eastwood) da National Geographic, quando a família se ausentou de casa por quatro dias. Estas revelações fazem os filhos questionarem seus próprios casamentos.


Para você se diveRtIR

Domésticas - O Filme:

No meio da nossa sociedade existe um Brasil notado por poucos. Um Brasil formado por pessoas que, apesar de morar dentro de sua casa e fazer parte de seu dia-a-dia, é como se não estivesse lá. Cinco das integrantes deste Brasil são mostradas em "Domésticas - O Filme": Cida, Roxane, Quitéria, Raimunda e Créo. Uma quer se casar, a outra é casada mas sonha com um marido melhor. Uma sonha em ser artista de novela e outra acredita que tem por missão na Terra servir a Deus e à sua patroa. Todas têm sonhos distintos mas vivem a mesma realidade: trabalhar com empregada doméstica.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O que posso fazer


Então desconhecido,
O que posso fazer?
Fale-me de você e
O que posso fazer para tomar seu coração?
Ainda que por alguns instantes...
Ter o prazer de um breve momento contigo.

Fale-me do seu caminho:
Das estradas e veredas,
Campos e paisagens
Vivas ou mortas.
Diga-me qual o caminho para tê-lo?
Para passear por entre teu cheiro
Perder-me embriagado de tuas paixões.
Inflamar teus traços...
Queimar-me em teu calor...
Ensurdecer-me no vibrar de sua voz em meus ouvidos...
Diga-me: O que posso fazer?


Ronaldo Rocha

sábado, 30 de janeiro de 2010

A COR PÚRPURA - este filme vale apena assitir!


SINOPSE:


Georgia, 1909. Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a "Mister" (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard E. Pugh), filho de Mister, entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.

SOBRE EDUCAÇÃO. Por Ronaldo Rocha.


Eis uma questão que muito toma meus pensamentos: que educação ser oferecida para construirmos uma nação mais justa? Daí deriva outra questão: a educação é para “justificar”, isto é, para tornar a nossa sociedade mais “igual”?
Creio que, antes de qualquer coisa, para pensarmos num projeto pedagógico teríamos que principiarmos pela idéia de diversidade. Diversidade cultural, de múltiplas expressões de sexualidade/afetividade, diversas tendências espírito-religiosas. Uma proposta que tenha em mente que aqui não é a Europa e sim o Brasil: de um povo dizimado, de outro escravizado e de outro colonizador. Que leve em consideração o místico/sensível dos nossos indígenas, o traço rítmico/corpóreo dos nossos afro-descendentes e o racionalismo moderno europeu a nós importado.
Acredito que uma educação com princípios de base francisclariana , onde a fraternidade, cortesia, amor a Deus e a todas as pessoas. O dado místico na educação de base para mim é justificado ainda que não confessional pelo fato que a nossa cultura está imbricada de valores religiosos e mesmo porque a própria ciência vem mostrando quem mesmo que se tenha o ateu confesso, o homem sempre demonstrou inclinação ao sagrado , por isso creio que, mais que ensinar doutrinas, comunicar aos discentes o valor que e o benefício que se tem ter uma espiritualidade sadia.
Coloco a proposta de Francisco e Clara pelo fato de eles terem integrado à sua espiritualidade o relacionar-se com o outro na forma como ele me é dado por Deus e com o meio em que se vive não sei se existe, mas poderíamos falar de uma pedagogia “ecoespiritual”, onde fosse transmitido aos alunos o valor tanto de se integrar com a Natureza como de estar espiritualmente ligada a ela, cito a Legenda Maior de Boaventura (1221-1274), cap. VI:

“Cheio da maior comoção, ao considerar a origem comum de todas as coisas, dava a todas as criaturas, por mais desprezíveis que elas fossem, o doce nome de irmãs, pois sabia muito bem que todas tinham como ele a mesma origem”.

Por exemplo, segundo a Dr. Núbia França, na sua obra Relaxe e viva feliz, a Terra teria por assim dizer uma pulsão cardíaca que ficaria em torno de 7 a 12 ciclos por segundo, enquanto o homem ficaria em torno de 14 a 28 ciclos por segundo. O primeiro seria estado Alfa e o segundo Beta. Religiosos em estado de concentração/oração/meditação conseguem facilmente entrar em estado de Alfa, isto é, sua respiração fica mais lenta, como se fosse a de um bebe, colocando-o em uma harmonia cíclica com a Terra. Existem ainda outros dois ciclos ou estados: o Teta e o Delta; o primeiro ficaria em torno de 3 e 7 ciclos por segundo, neste a noção de tempo e espaço não existem e o segundo fica entre 0, alguma coisa e 3, pois o 0 total seria a morte.
Contudo, nossas pedagogias estão voltadas par uma educação tecnicista e racional. Ignorando o potencial tanto criativo quanto espiritual do homem.
Acredito numa proposta que justamente leve em consideração tanto os dados relativos à praticidade quanto aos que concernem ao imaterial. Nossa cultura é fortemente marcada pelo dado do sagrado, contudo filosofias como a Descartes e Hume foram mais determinantes às nossas pedagogias, com os elementos racionais e empíricos, em detrimento do fator subjetivo. Cito novamente Boaventura:
Não estudem unicamente para saber como falar, mas para pôr em prática primeiro aquilo que tiverem aprendido e, depois de terem posto em prática, para ensinar aos outros aquilo que eles devem fazer. Quero que meus irmãos sejam discípulos do Evangelho e que seus progressos no conhecimento da verdade sejam tais, que eles cresçam ao mesmo tempo na pureza da simplicidade. Dessa forma não hão de
separar aquilo que o Mestre uniu com sua bendita palavra: a simplicidade da pomba e a prudência da serpente (LM XI, 1).


Hoje nossa cultura é fortemente marcada pelo consumo. Somos ensinados que somos produtos de consumo do mercado de trabalho: “O teu currículo, é a vitrine!”. Francisco e Clara de Assis podem estar separados de nós por quase oito séculos, entretanto sua pedagogia da simplicidade é-nos urgente justamente pelo consumo desenfreado tanto do próprio ser humano como dos recursos naturais disponíveis a nós.
Como, contudo, aplicar uma pedagogia integralista com espaço adequado e adaptado num Brasil multicultural e a milhões de discentes do Ensino Fundamental e Médio? Lembremos que ainda que não importássemos um modelo europeu para nossa educação, não poderíamos da mesma forma transportar modelos regionais, entretanto a troca de experiência, com certeza, é sempre frutífera.



REFERÊNCIA:
http://www.fae.edu/pesquisaacademica/pdf/primeiro_seminario/visao_complexa_italo.pdf

SOBRE EDUCAÇÃO, por Ariadene Cristina


0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4

É muito difícil nos tempos hodiernos falarmos de uma escola modelo, pois, percebo que a educação chegou em um declínio tão cruel na historia de nosso país como nunca vimos. Hoje o que verificamos é o que o pensador alemão Nietzsche descreveu em sua época sobre os estabelecimentos de ensino que visavam formar determinados tipos de homem para servir aos interesses do Estado, da ciência e do mercado, ou seja, a educação possui uma finalidade clara e limitada e uma de suas premissas é a potencialização de características comuns dos sujeitos a fim de que possam movimentar as engrenagens da sociedade em prejuízo do desenvolvimento das singularidades e do potencial criativo.

Uma das características desta educação é o uso excessivo da memória como técnica didática. Como alternativa a este tipo de educação, Nietzsche propõe a educação e o cultivo de si, não como um individualismo exacerbado - tão em voga nos tempos atuais, fomentado pelo neoliberalismo - mas um adestramento de si, das forças plásticas, das características próprias de cada sujeito e de seu potencial criativo, por meio de uma educação que promova as capacidades intelectuais, artísticas, emotivas e físicas de cada discente.

Faço uso agora de Platão, que na sua pedagogia propunha que a educação se aplica em etapas, primeiramente educando o hábito e a formação do caráter, formando, assim, a base moral e o filósofo como meio de se libertar da caverna. Contudo segundo o conhecimento de alguns pensadores, sabemos que cada um tem o seu conhecimento, ninguém detem a totalidade do conhecimento e ninguém é totalmente ignorante, mas poderíamos aqui, propor uma aristocracia do saber, onde um conjunto de pensadores analisariam a melhor pedagogia para a formação de nossos educando.

Mas não podemos desistir de sonhar com algo melhor para nossa educação. Analisando os dois autores percebo que ambos concordam que não devemos formar individuo somente para obter dinheiro, e aqui, coloco q função da nossa amiga sabedoria e seu papel fundamental em indicar como isso é sinal de ma- educação .

Acredito que a filosofia possa ajudar o individuo a pensar, a refletir, a se conhecer antes de tudo e dando um alicerce de compreensão do seu próprio self, isto é, do seu próprio eu.

Outro pensador da qual eu faço memória é Epicuro. Nossa sociedade incentiva muito o sensualismo e o consumo dos outros mais que a busca de uma realização plena. Isto se dá tanto via medo da morte, e por isso, se extravasa na sexualidade, no consumo da comida. Estamos ansiosos. Epicuro nos propõe, e isto antes mesmo do evento Cristo, uma vida mais comedida e não temerosa, pois não devemos temer a morte pois esta enquanto vivos não existe, e quando ela esta presente somos nos que não existimos.

Por isso, penso numa educação, que viabiliza uma autonomia maior do individuo, tanto no seu reto pensar, como no seu reto agir.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

SOBRE A CONDICIONALIDADE OU INCONDICIONALIDADE DE DEUS




Três são os princípios “ativos” de Deus: ele é onipotente, onisciente e onipresente, isto é, Deus tem todo poder e poder para criar tudo, natureza de Deus que permite ele saber tudo em todo tempo e espaço e qualidade de Deus que permite ele estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Partindo desta premissa temos o homem como ser limitado ao tempo e espaço, pois faz parte da natureza divina ser atemporal e aespacial. Tendo dito isto, passemos para outro ponto que acho importante abordar. Sendo ele o da ordem do infinito e nós do finito, como é possível relacionar-mos com ele infinitude sendo nós seres finitos e mesmo como pode ele nos agraciar com o paraíso ou nos desgraçar com o inferno sendo nós seres temporais e espaciais, resumindo, é possível sermos julgados a eternidade do paraíso ou do inferno partindo do princípio que somos seres finitos, isto é, de fato temos o tempo necessário para tomarmos ciência do que é Deus? O finito pode ser o meio de se chegar a Verdade Eterna?
Minha posição com relação a esta questão, é que, tão somente poderemos optarmos positivo ou negativamente à Deus na esternidade, a eternidade é lugar concreto para se fazer esta opção, claro que ao fazer o download da sua vida terrena Deus poderá te questionar sobre o motivo que te levou a deletar alguém aqui na terra, ou senão, o porque de ter formatado aquela outra pessoa com fonte "arial 12", sendo que ele tinha planejado para ela "times 14 em negrito". Mas ainda assim, para mim, a opção clara e definitiva, pois aqui na terra temos a revelação parcial, será na eternidade.


Indo agora ao ponto que o título me obriga falar sendo Deus eterno e imutável, sua natureza segue esta mesma lógica, certo? Contudo as relações humanas não seguem esta ordem. Somos seres sociais e culturais, ao mesmo tempo que temos algo dado temos o algo construido. O que quero dizer com isto, é que, nos casos de homossexualidade qual é a postura de Deus? Ele nos ama na incondicionalidade ou na condicionalidade? Pois se partimos do princípio de que ele nos ama na incondicionalidade e temos no discurso religioso que ele ama o pecador e não o pecado, e, sendo a homossexualidade considerada pecado, concluimos logo que Deus, sim, ama o homossexual, mas reprova sua prática, logo seu amor é condicional. Pois para que um homossexual entre no reinos dos céus seria necessário deixar de ser homossexual o que nos leva ou outra afirmativa que nega a acima, ele não ama o homossexual, pois este, teria que se abdicar de suas práticas, consideradas depravadas, profanas e pecaminosas, assumir uma vida social heterosexual ou tornar-se um celibatário, o que da mesma forma, poderiamos dizer, desqualifica-o como sendo homosseuxal pois sem a prática poderiamos afirma-lo como sendo? Esta poderia até se tornar uma nova variante os castos ou celibatários ou assexuados.

Partindo do princípio que nos ame a todos incondicionalmente, ele não reprovaria a pratica sexual entre iguais ou entre opostos, mas sim, reprovaria uma conduta que fira a liberdade do outro. Se Deus, como nos afirma são João, é amor, ou ele ama a todos incondicionalmente ou não. Pois faz parte dele ser uno e não variante, diferente de nós humanos, que somos diversos em si mesmos e diferentes uns dos outros.

Outra coisa de suma importância, se ele é onipotente, onisciente e onipresente, que deus seria esse que, sabendo de todas a complicações que uma criatura dele sofreria por nascer ou adquirir uma personalidade homossexual, permite milhões de seus filhos passar por tal provação para simplismente purgar aqui neste terreno algo a ser premiado ou desafortunado na eternidade. Se ele nos criou homem e mulher, ele nos criou homem e mulher, e não hetero ou homossexual, pois mesmo dentre outras especies animais e vegetais exite a variação da relação sexual/afetiva entre iguais.
Ronaldo Rocha

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS

SOBRE AS TRAVESTIS E TRANSSEXUAIS , por Arnaldo Jabor.

“Como escrevi uma vez, travestis, são sentauros urbanos, duas vidas num corpo só. Não confudiram com a figura da drag queen. O travesti tem orgulho de ser quem é. Ele não é uma decaida, mas uma afirmação de identidade. Ele não é da area moral é da area artística. Há algo de clone no travesti, pois eles nascem de dentro de si-memos. Quem esta nu ali na esquina: o homem ou a mulher nele? O que oferece o travesti ao homem que o procura? A chance de ser a mulher de uma mulher! O travesti não é simples e doce, a um lado criminal no travesti. Ele tem coragem de ser duplo. Tem, coragem de viver o terror e a gloria no centro da madrugada. O homem que se casa com a prostituta se acha um benfeitor que humilha a mulher que ele salvou. O travesti nunca será grato a você... você é que terá de lhe agradecer. O travesti não dá uma boa esposa, vocêpoderá ser a esposa dele: “Querida ja lavei sua minisaia de oncinha”. O travesti tem algo de cauboi, corajoso como um John vestido de calcinha fio-denta: você passa no carro e o vê uma Marling de botas no meio dos fárois e lá se vai o pai de família perdido de loucura. O travesti é um fenome que nos fascina porque assume a verdade da sua mentira".




PRA COMEÇO DE CONVERSA...

É com esse comentário feito pelo Arnaldo Jabor que iniciamos nossa reflexão e capacitação para atuação no dia 29 de janeiro, “DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS”, e também para iniciar um aprofundamento acerca dos concernentes da realidade Trans. Primeiro é importante ressaltar o porquê desta data, por isso vejamos sua trajetória:

“Desde 29 de janeiro de 2004, a antra comemora a data, através das suas afiliadas, como o dia da visibilidade de travestis. naquele dia, deu-se início à campanha nacional “travesti e respeito já está na hora dos dois serem vistos juntos: em casa, na boate, na escola, no trabalho, na vida”, quando 27 trans entraram no congresso em Brasília para lançar a luta em todo o território nacional. A partir daí, as 52 organizações afiliadas da ANTRA saem às ruas para reivindicar, comemorar e cobrar. Essa iniciativa foi executada pela primeira vez pelo grupo Identidade de Campinas. (...) Em 2008, a ANTRA foi recebida em audiência na cidade de Brasília pelo ministro da saúde, José Temporão, quando foi entregue documento com várias reivindicações desse movimento”.[1]

Por muito tempo foi associada às travestis aquela imagem do periférico, marginal. As travestis sempre estiveram ali para atender a demanda urbana do mercado do sexo, das drogas, etc. Mesmo nem nos preocupava a sua existência, pois as tínhamos como as fora da lei, depravadas, um ser mesmo passível de desprezo.
Os tempos mudaram. O andar da carruagem tem nos levados a lugares antes inimagináveis e que nunca ousaríamos colocar nossos santos pés.
Quando um grupo de travestis se organizam e vão a luta pelos seus direitos e exigir RESPEITO, eu equivaleria, a quando Galileu Gallilei propôs e descobriu que a Terra não era o centro do Universo, e sim o Sol e que era ela, a Terra que girava em torno dele, e não o contrário, pois parece haver uma desordem sócial, parece que a sociedade entre em caos: “Afinal que direitos poderiam ter estes seres?”. No site da revista Época encontra-se uma matéria intitulada “Por que os homens procuram travestis?” e é de onde retiro este dado que segue:

“Os líderes das organizações de travestis estimam que haja 5 mil ou 6 mil deles no Rio de Janeiro e uma quantidade muito maior – fala-se em 30 mil – em São Paulo. Nenhuma ciência ampara essas estimativas. Sabe-se que há travestis de Porto Alegre a Manaus, inclusive em cidades pequenas. Tem-se a impressão, entre os que lidam com o assunto, que o Brasil é o líder mundial nessa categoria – e o principal exportador para os países europeus, sobretudo Itália e Espanha. “O Brasil tem a maior população mundial de travestis e o maior número de travestis per capita”, afirma Kulick. Trata-se de uma opinião bem informada, mas é apenas opinião. Líderes de organizações de travestis como Keila Simpson, presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, querem que o censo inclua perguntas que permitam quantificar os diferentes grupos sexuais do país. “Como se pode dirigir políticas públicas a uma população de tamanho ignorado?”, diz.”
[2]

O QUE TEMOS A NOSSO FAVOR?

Como então ignorar a existência e as necessidades dos direitos dessas milhares de travestis?
Estes direitos estão garantidos na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, assim como na Lei Estadual N° 10.948, de 05 de novembro de 2001, pois como a própria DUDH garante, a extensão destes é reservada a todas as pessoas, e travesti, ainda que ambíguo, é uma pessoa e merece respeito.
Segue abaixo os trechos que nos interessa na DUDH:

Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.


Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.


Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.[3]
Quanto à Lei N° 10.948, segue na integra em anexo no final deste trabalho, mas grosso modo, esta lei dispõe sobre penalidades a serem aplicadas em atos discriminatórios e quais os casos se aplicam.


POR QUE PARTICIPAR E CONTRIBUIR COM A CAUSA?

Estamos em uma sociedade intitulada de pós-moderna, onde muitos valores foram derrubados para que outros se sobrepusessem e isso de forma instantânea e sem perguntarem se era bom ou não para a nossa sociedade.Vivemos em um Estado laico, e como fora citado acima, estima-se uma população de travestis de mais de 40 mil em território nacional que não recebe deste Estado o seu reconhecimento enquanto cidadãs e por isso, continuam a margem de nossa sociedade. Muitos passos foram dados ao seu reconhecimento. Muitas ingressaram em faculdades e universidades com seu nome social reconhecido, assim como também alguns bancos isto também observado esta prática.

[1] In: http://leokretbrasil.blogspot.com/2009/01/dia-nacional-da-visibilidade-de.html
[2] In: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI4421-15228,00-POR+QUE+HOMENS+PROCURAM+TRAVESTIS.html
[3]In:http://www.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm

SOBRE A SOLIDÃO



Por que temos tanto medo de ficarmos sozinh@s? E por que a solidão é acompanhada da saudade? Estamos em uma sociedade moderna e globalizada. Os meios de comunicação nos permitem acompanhar os acontecimentos mundiais ao vivo, a internet com os instrumentos de comunicação instantânea possibilita criarmos laços de amizades e mesmo construir relacionamentos sérios e duradouros. No entanto o sentimento de estarmos sozinhos persiste... Este sentimento de solidão associa-se como aquele sentimento na nossa infância de estar sozinho no escuro que gera medo e angústia. O nosso dia, mesmo estendo-se noite adentro - nossas noites estão claras a tal ponto que não conseguimos ver a imensidão infinita das estrelas cintilando no céu escuro de uma noite enluarada – nos tem dando a possibilidade de maiores contatos ainda nos deixa com a sensação de solidão... Sentimo-nos sozinhos ainda que umas multidões de gentes estejam ao nosso lado, sim, porque são gentes e não pessoas, praticamente são coisas ocupando um espaço concreto, ou porque não artificial... E a saudade esta ai junto dela fazendo lembrança, deixando-nos em um estado melancólico, de pesares, e digo senão, por coisas que nunca tivemos momentos que nunca passamos e amores que nunca passaram em nossas vidas. A solidão para uns é causa de pânico... Para outros, refúgio, mas não fuga! Lugar de encontro de você com você-mesm@, encontro com seu eu interior. Lugar do resgate, talvez, de um elo perdido com a nossa individualidade, mas não de um individualismo exacerbado. A mesma pergunta faço sobre o medo das pessoas em não encontrar o seu par perfeito, e isso, como se de fato ele existisse. Passam a vida inteira idealizando um amor perfeito e quando pensa que achou, logo em seguida pensa: “ Não me sinto complet@ com essa pessoa”, e sai em busca novamente do par ideal. Acredito que quem tem a solidão por companhia nunca se sentirá sozinh@.
Não pretendo afirmar uma sociedade retirada, mas sim retirante, auto-retirante.
Esta auto-retirada não é uma negação da vida existente com toda sua complexidade mas, uma auto-afirmação de si-mesmo e consciente na sua jornada diária e do papel que temos que assumir como seres históricos como somos. Sabe do seu valor quem sabe da sua existência temporal e espacial ( eu tenho minhas dúvidas sobre a existência de um tempo e de um espaço).
Pode continuar..
Ronaldo Rocha.
em dia chuvoso de uma tarde de verão.
29/01/10, dia da visibilidade trans.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

MOVIMENTO LGBT COMEMORA DIA DA VISIBILIDADE TRANS EM PIRACICABA-SP

Hoje, dia 29 de janeiro, o movimento LGBT(Lésbica, Gay, Bissexuais e Trans) está comemorando o Dia da Visibilidade Trans. Trans envolve tanto as travestis como as transexuais. Estas passaram por uma Cirurgia de Redesignação Sexual (CRS) enquanto que aquela se veste e modela seu corpo com roupas traços do sexo oposto. A maioria das travestis encontra-se em situação de marginalização social em trabalhos como de profissionais do sexo. Pela sua identidade são excluídas do mercado de trabalho formal e por isso muitas vão para as ruas em busca do seu sustento, quando não, o de suas famílias. Estima-se que só no estado de São Paulo existam mais 40mil delas e o Brasil estaria na liderança de país com maior população do mundo de travestis e transsexuais. Esta data foi marcada como um marco para as trans pelo ocorrido no dia 29 de janeiro de 2007, quando 27 ativistas trans entraram no Congresso Nacional para fazer o lançamento da campanha "Travesti e Respeito" além de nesta mesma data ter cido criada a ASTRA RIO (Associação de Travestis, Transsexuais e Transgêneros do Rio de Janeiro). Sua agenda atual em nível nacional é buscar sua inclusão no meio social em ambientes como escolar, pois existe uma grande evasão escolar, trabalho formal, assim como leis que as protejam de atos transfóbicos além de garantir seus direitos como cidadãs deste país. Muitos avanços já foram conquistados, como por exemplo o Banco do Brasil emite os cartões das travestis e transsexuais com seus nome social. A OII(ONG de Incentivo à Igualdade) realizará hoje uma campanha de conscientização e de mobilização em prol do movimento nacional aqui em Piracicaba, onde estarão sendo entregues panfletos comentando sobre a data.

Reflexões sobre nosso tempo - 13 de Maio de 2009 - PARTE I

O que aqui escrevo, faço para mim e faço com o propósito de conhecer-me melhor e, com isso, buscar um maior crescimento no entendimento das subjetividades das coisas deste mundo. Em especial reserva, a mim, faço as críticas. Caso algum próximo ache palavras de proveito e queira fazer para si uso do que aqui escrevo para mim, fico feliz por saber que estas reflexões foram útil para mais de um.
Não sou erudito, nem sou culto... Apenas um jovem angustiado com algumas questões concernentes ao percurso que estamos construindo em nossas relações cotidianas. Muito me agrada ver alguns pouquíssimos se dedicando a busca do conhecimento pelo prazer e pela liberdade que este traz, pois ainda que me levassem ao cárcere, ainda que me privassem da liberdade de expressão e mesmo de culto, jamais, jamais lhe seriam possível privar-me de pensar.
Diante dos meios de comunicação de massa coercitivos poderia indagar-me se é possível realmente pensar em liberdade de pensamento, se é possível realmente pronunciar um enunciado sem estar envolto das ideologias midiáticas?

Digo que sim, mesmo que para poucos olhares e ouvidos.
Algo que doi muito é saber que não há mais em nossos meios de ensino aquelas pessoas inclinada à cultura e à "formação integral" do ser humano, e este um ser tão magnífico em sua complexidade seja física, intelctual ou mesco espiritual, mas que se revela na condição de um verme que rasteja sobre a face da Terra com o nariz levantado e todo ensoberbado. Estes mesmos compelem-se a relações de interesses tão grosseiras que por fim tornam-se incapazes de estabelecer relações verdadeiras e filiosas, relações essas que não fitam sequer sua própria felicidade, mas tão somente a supressão de suas necessidades mais ordinárias, isto é, para sua simples subsistência infrutífera como raça humana.
Uma amizade pura, sincera e verdadeira; uma amizade que capaz de curar como remédio, se encontra hoje mediante a mesma e fatigante procura da tal agulha no palheiro. Uma filia para os deleites, uma ágape! Como que na mesma medida da fadiga de procurá-la é o prazer de te-la junta a ti, sem antes pensar naquele parasita que se aproxima de ti, não para o prazer e a felicidade de se estarem juntos, mas antes no intuito de tirar os maiores proveitos do colo deste antes mesmo de lhe tirar a própria dignitate.
Pergunto-me onde estão os valores elevados pela virtude como a busca comum pela felicidade, o princípio da gentileza e da verdade?
É indecente a forma como a nossa juventude, e não só ela, pois esta segue os passos deixado pelos mais velhos, de hoje encara a vida como se nada de importante antes do momento atual tivesse ocorrido e como se nada fosse possível acrescentar para um futuro próspero para nossa existência.
Com o triunfo do pensamento moderno, muito dos valores que haviam vigorado na antiguidade e no medievo foram substituídos por outros tão ambíguos quanto os precedentes.
No entanto, nos é visível que, ainda existe, uma minoria, como já é de praxi, que se ocupa com as coisas que se realmente deviria ocupar o homem: a arte de bem pensar e bem viver. Em nossas universidades há um crescente numero de indivíduos buscando conhecimento para, assim, poder ocupar a tão almejada vaga no mercado de trabalho. E por essa mesma expressão podemos observar que o ser humano neste tempo perdeu o que lhe é peculiar dentro da sua existência juntamente com os demais seres; pois passou a ser mercadoria de simesmo, coisificando-se ao extremo de ter dentro do atual sistema econômico um elevado numero de indigentes consumistas, pois estes não existem para eles pelo fato de não consumir e contribuir com a vigência do sistema capitalista. Pois na mesma medida que este ocupa a tão almejada vaga de trabalho, outros tantos ferozes se preparam para superá-lo e tomar para si o lugar ocupado por este, isto dentro de uma cadeia imposta por um sistema cruel que tem visado mais o lucro que o crescimento ordenado e equitativo da humanidade.
Como já nos afirmava Nietzsche, nossos estabelecimentos de ensino estão preparando não homens para a vida, mas sim, especialistas em microcoisas incapazes de se relacionar com o diferente, incapazes de elevar seu pensamento e admirar o belo.

Ronaldo Rocha.


(continua no dia 13 de Maio de 2010)

Pesquisar este blog