este blog foi criado por incentivo da minha amiga Sofia para divulgar meus pensamentos e trabalhos de pesquisas na área de humanas, nele também postarei algumas redações minhas... sejam bem vind@s!!! Agora também conto com a colaboração da minha amiga Ariadene Cristina. Além de postar trabalhos comuns, ela também postará alguns artigos aqui.
Para você ficar por dentro leia, assista ou acesse:
- Filme: A lingua das mariposas. Por Fernando Bovaira, José Luis Cuerda
- Filme: A Rainha. Dir. Stephen Frears (Biografia/Drama/Histórico.2006)
- Filme: As pontes de Madison. Dir. de jay Hart. (drama - abaixo segue sinopse postada)
- Filme: Domésticas o Filme. De Nando Olival e Fernando Meirelles. (abaixo sinopse postada)
- Filme: Efeito Borboleta. Dir. Eric Bress , J. Mackye Gruber (Ficção, 2004.)
- Filme: Frida. Dir. Julie Taymor. (drama, 2003)
- Filme: Mulheres a beira de um ataque de edteria. Por Almodovar
- Filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulaim. Imegem Filmes
- Filme: Perfume. Dir. Tom Tykwer.(Ficção. 2006)
- Filme: QUEM SOMOS NÓS? Uma nova evolução. PlayArt
- Livro: Carta sobre a felicidade. Ed. Unesp. Epicuro.
- Livro: Discurso do método - meditações. René Descartes. Martin Claret.
- LIvro: FALO: a imagem do sagrado masculino,Ed. Paulinas. de Eugene Munique
- Livro: Manifesto Comunista. Karl Marx.
- Livro: O Que é Homossexualidade. Por Peter Fry e Edward MacRae. Ed. Abril Cultural e Brasiliense
- Livro: O que é religião; Rubem Alves. Ed. Abril Cultural e Brasiliense
- Livro: Por amor as cidades. Por Jacques le Goff. Ed. Teorema. (temática medieval)
- Livro: Textos básicos de ètica: de Platão a Foucalt. Por Danilo Marcondes.
- Livro: Ética. Por Frei Betto, Eugenio Barba e Jurandir Freire Costa. Ed. Garamond.
- Livros: Trilogia de Robert Johnson. We, She e He.
- Sítio: A TRANSEXUALIDADE E A GRAMÁTICA NORMATIVA DO SISTEMA DE GÊNERO: http://www.scielo.br/pdf/agora/v9n1/a04v9n1.pdf
- Sítio: http://www.diversidadecatolica.com.br/
Pensamentos...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
"EM NOME DE DEUS" outra sugestão de filme com temática polêmica...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
SOBRE ADOÇÃO E PATERNIDADE HOMOAFETIVA
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
CARTA DE UM FILHO JOVEM AOS SEUS PAIS.
O sentido da vida é reconhecido nos motivos que damos para vivê-la! Quando eu criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, fiz desaparecer o que era próprio da criança(I Cor 13,11)
Esta vida não tem sentido em si, somos nós quem damos. Neste momento qual o sentido que vocês estão dando a vida de vocês? Com temores, medos, más recordações ou motivados, esperançosos e dispostos?terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
PRIORIDADES
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
SÃO TOMAS DE AQUINO - LEITURA DE UMA ÉTICA TOMISTA. Por Ariadene Cristina e Ronaldo Rocha.

“A Razão está para o intelecto como o movimento para o repouso.”
S. Tomás de Aquino
Tomás de Aquino foi um frade dominicano e teólogo, italiano pelo lado de pai, e normando pelo lado da mãe, foi o mais distinto expoente entre os escolásticos. Tomás de Aquino nasceu em Roccasecca, no sul do Lácio em 1221, estudou em Monte Cassino, e depois na recém fundada Universidade de Nápoles. Entrou na ordem dos frades dominicanos, que o mandaram estudarem em Colônia, onde teve como professor Santo Alberto Magno.
Em 1256, foi admitido como Mestre na Universidade de Paris. Durante algum tempo, foi conselheiro teológico do Papa. Também foi chamado para ser teólogo do Concílio de Lyon, mas foi surpreendido pela morte aos 53 anos, em 7 de março de 1274, no mosteiro cisterciense de Fossanova.
Foi declarado Santo por João XXII, em 1323. Pio V o declarou Doutor da Igreja. Foi denominado Doctor Angelicus.
S. Tomás de Aquino achava que os pagãos somente poderiam ser convertidos ao cristianismo através de argumentos racionais, pois não se pode exigir fé de quem não crê. Desta maneira, para provar a existência de Deus, questão básica para que se desenvolva a fé cristã, ele elaborou cinco argumentos:
1º Argumento – Primeiro Motor Deus
Para que um determinado objeto se movimente há necessidade de um motor que o mova. Entretanto, esse motor precisará de outro que também o impulsione. Indefinidamente, um motor precisará de outro para fazê-lo movimentar. Desta maneira, forçosamente percebemos que existe um primeiro motor que impulsiona todos os outros motores.
Então, de acordo com a filosofia tomista, esse primeiro motor que move todos os outros motores é que deu origem ao movimento é DEUS.
2º Argumento – Causa e Efeito
Este argumento se relaciona com a causa e efeito de todas as coisas. Todas as coisas que existem no universo foram criadas. Se elas existem, podemos dizer que foram criadas por alguma causa. Desta maneira, o ser criado é o efeito de uma causa qualquer. Por exemplo: o homem perdeu o chapéu porque o vento forte o arrancou de sua cabeça. Neste caso, o vento é a causa, cujo efeito foi arrancar o chapéu da cabeça do homem. Todo efeito precisa de uma causa que o origine.
Como todos os efeitos se originam de uma causa, se remontarmos causa por causa, chegaremos a uma causa primeira de todos os efeitos, uma causa que deu origem a toda a coisa, que é Deus. Portanto, de acordo com a filosofia tomista, o segundo argumento ou prova da existência de Deus é aquele que se refere à causa e efeito.
3º Argumento – Contingência
Todos os seres que conhecemos não são eternos. Não sendo eternos, antes de existirem, não decidiram sobre a razão de sua existência.
A razão da existência dos seres não foi decidida por eles próprios, mas por algo que está acima deles determinando a existência de cada um.
Ser contingente é aquele que possui em si próprio a razão de sua existência. Com isso, o terceiro argumento ou prova da existência de Deus é aquele que se refere à contingência dos seres.
4º Argumento - Perfeição
Um ser humano racionalmente normal procura imprimir em seus atos o máximo de perfeição. A busca da perfeição caracteriza o comportamento das pessoas normais. Um pintor, por exemplo, procura tornar o seu quadro o mais belo possível. Entretanto, por mais que se esforce, nunca conseguirá a perfeição absoluta. Os seres que conhecemos apenas participam, em diferentes graus, da perfeição absoluta, que é Deus. Desta maneira, o quarto argumento ou prova da existência de Deus refere-se aos graus de perfeição.
5º Argumento – Ordem Universal
Pode-se observar a harmonia das coisas no universo e se perceber que tudo segue uma ordem exata e perfeita. Percebe-se que do mais minúsculo ao mais gigantesco ser todos estão internamente organizados segundo os mesmos princípios e leis. Tudo obedece a uma organização inteligente.
Segundo Tomás de Aquino a ordem que existe no universo não é produto do acaso, mas fruto de uma inteligência superior. Existe um ser inteligente que dirige e ordena os seres do universo. Esse ser inteligente que comanda e dirige o universo é Deus.
Então, o quinto argumento ou prova da existência de Deus, segundo a filosofia tomista, é a ordem universal.
Santo Tomás mostra que há, em Aristóteles, uma filosofia verdadeiramente autônoma e independente do dogma, mas em harmonia com ele.
Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o
Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida, e a essência do mal é a privação ou ausência do bem.
SANTO AGOSTINHO E A FILOSOFIA PLATÔNICA
“A vida de santo Agostinho, minuciosamente narrada por ele próprio em Confissões, é quase uma demonstração, na prática de seu pensamento: experimentou o ceticismo quanto ao seu conhecimento, sofreu o abismo homem em pecado, reencontrou a esperança na graça de divina, conheceu a felicidade e a certeza da verdade na fé”.
História da Filosofia, Nova Cultural.
Por este pequeno trecho extraído da obra citada, podemos ter uma síntese da vida de santo Agostinho, o pecador que se tornaria bispo de Hipona. Durante quase um milênio o pensamento agostiniano predominou nos alicerces do cristianismo. Foi graças à Agostinho que a estrutura do pensamento de Platão atravessou quase todo o Medievo.
Como se sabe, a grosso modo, a filosofia platônica é basicamente expressa em seu Mito da Caverna onde expõe a existência de duas realidades: o mundo sensível e o mundo das idéias. No mundo sensível encontra-se as cópias, imperfeitas, das coisas verdadeiras existentes no mundo das idéias. Por analogia podemos observar nas obras de santo Agostinho as cidades de Deus e dos homens, sendo a primeira o modelo perfeito a ser buscado pelo segundo.
PROPOSTA ÉTICA EM SÃO TOMÁS DE AQUINO

Acima fora citado que o pensamento de santo Agostinho, por ser platônico, tinha a concepção de que o homem era um ser imperfeito e marcado pelo pecado original. Em são Tomás vemos que há a possibilidade, sim, da virtude do homem alcançar a perfeição.
Diferenciado da visão grega, em que a virtude está fortemente associada a pólis, com as virtudes de amizade, de coragem e de lealdade, a virtude em são Tomás vincula-se às virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade – amor à Deus e ao próximo. Outro dado importante é o conceito de eudaimonia interpretado por são Tomás como beatitude:
“ o homem, por todo e qualquer ato humano que proceda da vontade livre ( Sum. Theo. I-II, q.1ª.1 e 3), age em vista de um fim último, que é a felicidade ( In I Eth. Lec.9n.105)”[1]
São Tomás trata do libero arbitrio na questão 83 do Tratado Sobre o Homem partindo do principio do ato voluntário como ato de liberdade e racional. Este principio racional de escolha é determinante no campo da ética, pois, o livre-arbítrio decorre da racionalidade humana enquanto escolha do que é bom desfavorecendo o que mau.
Diferencia-nos dos animais que tem por instinto natural, por exemplo, a fuga diante de seu predador, enquanto o ser humano age com a faculdade, com o seu juízo segundo sua capacidade cognitiva de fugir ou não. Com relação ao final do parágrafo anterior que trata do que é bom e mau, trataremos sobre esta temática mais adiante.
Ainda sobre o fim último da felicidade, que em são Tomás é Deus,
“Tal felicidade, que consiste no conhecimento de Deus,o homem não atinge nesta vida, mas atinge a felicidade imperfeita, pelo conhecimento do amor de Deus e na prática das virtudes”( C.G. III,48\In X Eth. Lec.12, n.2111)”
Para são Tomás as virtudes são hábitos humanos. Estas virtudes são mais perfeitas segundo o ato e sua finalidade, isto é, uma potência é perfeita de acordo com o ato que a corresponde. Neste sentido o bom uso do livre-arbítrio, em são Tomás, é considerado um hábito, uma virtude. Pois o ato nada mais é do que o uso correto da liberdade.
Outro elemento importante para entender uma proposta ética em são Tomás é sua noção de Ato voluntário e Ato moral.
Por ato voluntário se entende aquele que procede de uma ação com conhecimento formal do fim e exclui violência. Este pode ser um ato livre ou necessário, positivo ou negativo; já ato moral entende-se aquela ação voluntária livre, acerca do bem ou do mal. A moralidade é em primeiro lugar especificada pelo objeto e depois, secundariamente, pelas circunstâncias – quem, o que, onde, com o que, porque, de que modo e quando – e pelo fim. A ausência moral, ou o ato moralmente mau, é denominado pecado.
Entende-se pecado como ausência ou privação de conformidade a adequação à regra moral e no ato aversivo e ofensivo à Deus, que é o fim último do ato moral. A regra máxima da moralidade é Deus. Esta se dá através da lei civil enquanto esta está inclinada a lei eterna de Deus.
É possível diferir entre ato e habito, bom e mau, consecutivamente, quanto a sua constância, exemplo: um ato bom não é habito bom, assim como a repetição de atos maus é um mau habito.
São propriedade das virtudes:
· Ser o meio termo entre excesso e deficiência;
· Possibilitar a ação fácil e prazerosa;
· Se relacionar com outras virtudes e logo com o fim último e
· Não se transformar em mau.
As virtudes intelectuais são de caráter prático e expeculativos, estas são três: intelecto, sinderésis e sabedoria; a outra inclina o intelecto a arte, que é o reto fazer e a prudência que é o reto agir.
As virtudes morais são quatro:
· Prudência, que é a virtude racional por essência e se dispõe a aperfeiçoar a razão;
· Justiça, que é racional por participação e dispõe ordenar a vontade;
· Fortaleza, que modera o apetite sensitivo irascível e a
· Temperança, que controla o apetite sensitivo concupiscível.
Até aqui discorremos que a virtude é a inclinação ao reto pensar, fazer ao que é perfeito e ao seu fim último que é Deus. Vimos também que pecado se contrapõe à virtude, entretanto não tratamos sobre a malícia e sobre o vicio.
Com relação a malícia, esta é aquela oposição às ordenanças da virtude e vício é o que se opõe a própria virtude. O vício é a privação de perfeição da natureza por disposição habitual contrária a mesma. Lembremos que o habito está entre a potência e o ato. Neste sentido em oposição às virtudes há também os vícios, que são:
· Soberba, apetite desordenado da própria excelência e inicio de todos os vícios;
· Avareza, apetite desordenado das riquezas, de qualquer bem temporal e corruptíveis;
· Inveja, apetite desordenado dos bens alheios;
· Preguiça, apetite desordenado que se configura como uma tristeza profunda;
· Ira, apetite desordenado que se configura como tristeza e se conflagra no desejo e na esperança de vingança;
· Gula, apetite desordenado do desejo e do deleite dos alimentos e
· Luxúria, apetite desordenado do desejo e dos prazeres sexuais.
Através desta pequena exposição de fragmentos do pensamento teológico e filosófico de são Tomás de Aquino, tentamos mostrar de que forma se pode deduzir uma ética tomista através de seus conceitos de virtude, potência, habito, ato e vicio.
No período medieval o homem encontra-se subordinado à Deus:
“Na religião cristã, o que o homem é e o que deve fazer definem-se essencialmente não em relação com uma comunidade humana ou com o universo inteiro, mas, antes de tudo, em relação a Deus”.
(VASQUEZ, 1978, p. 244).
Tendo visto que, sua obra, mesmo que inacabada, é extensa, não nos propomos em trabalhar direto nela, entretanto expomos, mesmo que minimamente, alguns trechos da mesma.
É importante para se entender sua proposta ética que este tem Aristóteles por base, isto é, uma nova configuração, um novo jeito de ver e pensar Deus.
REFERÊNCIAS:
ABRÃO, Bernadette Siqueira, A História da Filosofia, São Paulo, Nova Cultural, 2004.
AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Trad. Alexandre Corrêa. 2. ed. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia São Lorenço, 1981.
REALE, Giovanni história da filosofia: patrística e escolástica, v.2/Giovanni Reale, Dario antiseri; - São Paulo: Paulus, 2003.
MARCONDES, Danilo, Textos Básicos de Ética: de Platão à Focault, Rio de Janeiro, Zahar, 2007.
www.aquinate.net/portal/Tomismo/Filosofia/tomismo-filosofia-a-etica-tomista.html[1] Cf. www.aquinate.net.
APOLO, DEUS. Por Sofia e Ronaldo.
Apolo (Febo)
Privilegiada foi Ilha de Delos,
De em vosso solo
Receber tão grande Deus,
Apolo.
A cólera de Hera obriga Leto,
A perambular e vagar
Sem rumo pela terra,
Levando em seu ventre
Ártemis e Febo.
Compadecida pela dor da mãe,
Acolhe-a na segura promessa
De fama irreconhecível e
Da honra de ter seu chão
Fixo, no
Centro do mundo.
Por nove dias e nove noites
Dor de parto terrível sofreu,
Em seu auxilio acorrera-lhe
Tantas outras deusas.
Quando na décima noite
As trevas dissipando-se,
No céu brilha o sol,
Nasce o menino Deus
De cabelos dourados e de
Beleza incomparável.
E para o encanto da noite
A esplendorosa e austera
Ártemis, deusa da noite
Enluarada.
Leto, Apolo e Artemis
Em vingança de sua mãe
Apolo lança-se contra Píton,
Serpente cruel, cujo hálito
Espalhava a noite e a morte.
Uma única seta...
Píton grita, enrola e desenrola,
Toda terra se estremece
Na agonia do monstro.
Píton
Da morada do terrível se fez
Daí em diante,
A morada do mais célebre
Dos oráculos, Delfos.
Entre gritos: viva!
Canta-se o Peã,
A alegria da vitória.
De seus campos ó belo Deus
Poemas lirados sobem a vossa presença
Deus da luz, musica e poesia o
Deus dos cabelos dourados.
Apolo acalmando os animais com sua lira
Apolo o deus também do arco e
Da flecha,
Por um Eros, Indignado e enciumado com tal tributo,
Fora presenteado pela flecha do amor, amando
Fervorosamente a ninfa Dafne que, ao contrário, foi flechada pela da recusa.
Não o desejando,
Mesmo sendo ele o mais belo dentre os deuses,
A ninfa implora a seu pai
Que a transforme antes em loureiro
A ser tocada por Apolo.
Desejo realizado. Em um belo loureiro Dafne se nega a amá-lo.
Apolo e Dafne
Apolo, apesar de seus tributos
Digno de um deus cai em mais
Uma armadilha amorosa, segura em seus braços seu amado e mais belo dos mortais, Jacinto,
Que morre atingido na testa
Pelo disco do próprio deus,
Desviado pelo enciumado
Zéfiro, o vento oeste.
E do sangue deste, nasce ali mesmo,
No local de sua morte, a flor que leva o nome do morto: Jacinto.
Corroído pela dor da perda, Apolo inscreve nas pétalas da flor, o que significaria
A inicial do nome de seu amante.
Apolo e jacinto
Da batalha de Idas e Apolo
Pelo amor de Marpessa, que
Somente houve uma trégua quando
O pai dos deuses
E dos homens apartou a luta
Dizendo: “somente a mortal poderá
Escolher com quem
Quer ficar”.
E ela, sabendo do sucesso, da
Beleza e também da imortalidade do
Deus, temendo que este que fosse infiel, escolheu o igualmente mortal Idas, deixando Apolo com mais uma de suas decepções amorosas.
Marpessa e Zeus separando Apolo de Idas
De tantos amores entre
Mortais e o deus sol
O mais incomparável é o de clítia,
Que apaixonada perdidamente por Febo
Todos os dias, incansavelmente,
Observava no céu a trajetória do iluminoso,
Em vão, pois para este nada na mortal era digno de seu amor e atenção.
A olhos vistos definha nos braços da esperança. De dia contemplando e de noite chorando.
Ela é transformada em girassol,
E desde então esta sempre voltada para ele.
Clítia da mitologia, o girassol
Bibliografia:
Ø http://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo, acessado em 16/05/2008
Ø http://helenismo.googlepages.com/mitologiaearte.htm, acessado em 16/05/2008
Ø HAMILTON, E., Mitologia, São Paulo, Martins fontes, 1992
Ø BRANDÃO, J. S., Mitologia Grega, Rio de Janeiro, Vozes, 2007
Ø KERÉNYI, C., Dionísio, Odysseus, 2002
Ø MICHELET, J., A Bíblia da Humanidade, Publicações Brasil, 1967
Ø STEPHANIDES, M., Os Deuses do Olimpo, Odysseus, 2004
CINE CULT CAPIRA - A MARVADA CARNE, 1985.
A Marvada Carne é uma comédia que mostra as hilariantes aventuras de Carula (Fernanda Torres, num papel inesquecível), uma garota simples, do interior, que tem um grande sonho na vida: se casar. E para isso ela está disposta a tudo.Nhô Quim vive lá nos cafundós em companhia do cachorro e da cabra de estimação. Aquela vidinha besta no meio do mato não dá pé e ele resolve cair no mundo e procurar a solução para duas questões que o incomodam: arranjar uma boa moça para o casório e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminando sem parar dentro dele. Nas suas andaças Nhô Quim vais dar na casa de Nhô Totó, cuja filha está em conflito com Santo Antônio, que não anda colaborando para ela arranjar um bom marido. E logo Nhô Quim descobre que o pai da moça tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha. Será este o momento para Nhô Quim realizar seus dois maiores desejos?domingo, 7 de fevereiro de 2010
ESTOU VIV@
O que pensa de mim? Se é que pensas algo de mim!
Sabes ver além de seu ego[1]? Ou o quanto ele te rende?
Estou viv@!
Ouviste bem querid@: Estou viv@!
Tenho sonhos e desejos...
Tão avassaladores quanto um furação.
Tão profundo quanto os segredos dos mares.
Não é só de renda e trabalho que se faz uma união,
Nem tão pouco isto resume uma família!
Quero mais que o peso do seu corpo...
Quero mais que sua presença em mim.
Quero alguém que me complete
Que me faça feliz...
Que leve-me a delírios orgasmáticos,
Complexos e profundos!
Salve a nós... ou salvo eu a mim mesm@.
Meu tempo não foi perdido...
Muito me destes... Muito te dei.
Mas quero mais.
Quero mais que dois braços:
Quero seu abraço.
E mais que seus abraços,
Quero deseja-l@ te-l@ entre os meus braços!
Tudo nos é possível quando acreditamos.
Tudo nos é viável quando desejamos.
Basta crermos juntos.
Resta-nos desejar-mos juntos.
Ronaldo Rocha.
07 de janiero
Madrugada de verão 2010
[1] No caso de a primeira pessoa ser mulher troque “ego” por “falo”.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O TEMPO
Que hora toma corpo
Hora toma face
Vira monstro
Este inominável
Que hora nos afirma
Hora nos nega
Vira gente
Este inominável
Que hora criado
Hora Criador
É questionável
Este monstro
Que hora toma corpo
Esta gente
Que hora te nega
Este questionável
Hora Criador
É você!
Ronaldo Rocha.
Em dia de calma chuva.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O PADRE - 1995 ( drama-igreja-homossexualidade-celibato-sigilo de confissão)

Para você refletir!
Para você se diveRtIR

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
O que posso fazer
O que posso fazer?
Fale-me de você e
O que posso fazer para tomar seu coração?
Ainda que por alguns instantes...
Ter o prazer de um breve momento contigo.

Fale-me do seu caminho:
Das estradas e veredas,
Campos e paisagens
Vivas ou mortas.
Diga-me qual o caminho para tê-lo?
Para passear por entre teu cheiro
Perder-me embriagado de tuas paixões.
Inflamar teus traços...
Queimar-me em teu calor...
Ensurdecer-me no vibrar de sua voz em meus ouvidos...
Diga-me: O que posso fazer?
Ronaldo Rocha
sábado, 30 de janeiro de 2010
A COR PÚRPURA - este filme vale apena assitir!

SOBRE EDUCAÇÃO. Por Ronaldo Rocha.

Eis uma questão que muito toma meus pensamentos: que educação ser oferecida para construirmos uma nação mais justa? Daí deriva outra questão: a educação é para “justificar”, isto é, para tornar a nossa sociedade mais “igual”?
Creio que, antes de qualquer coisa, para pensarmos num projeto pedagógico teríamos que principiarmos pela idéia de diversidade. Diversidade cultural, de múltiplas expressões de sexualidade/afetividade, diversas tendências espírito-religiosas. Uma proposta que tenha em mente que aqui não é a Europa e sim o Brasil: de um povo dizimado, de outro escravizado e de outro colonizador. Que leve em consideração o místico/sensível dos nossos indígenas, o traço rítmico/corpóreo dos nossos afro-descendentes e o racionalismo moderno europeu a nós importado.
Acredito que uma educação com princípios de base francisclariana , onde a fraternidade, cortesia, amor a Deus e a todas as pessoas. O dado místico na educação de base para mim é justificado ainda que não confessional pelo fato que a nossa cultura está imbricada de valores religiosos e mesmo porque a própria ciência vem mostrando quem mesmo que se tenha o ateu confesso, o homem sempre demonstrou inclinação ao sagrado , por isso creio que, mais que ensinar doutrinas, comunicar aos discentes o valor que e o benefício que se tem ter uma espiritualidade sadia.
Coloco a proposta de Francisco e Clara pelo fato de eles terem integrado à sua espiritualidade o relacionar-se com o outro na forma como ele me é dado por Deus e com o meio em que se vive não sei se existe, mas poderíamos falar de uma pedagogia “ecoespiritual”, onde fosse transmitido aos alunos o valor tanto de se integrar com a Natureza como de estar espiritualmente ligada a ela, cito a Legenda Maior de Boaventura (1221-1274), cap. VI:
“Cheio da maior comoção, ao considerar a origem comum de todas as coisas, dava a todas as criaturas, por mais desprezíveis que elas fossem, o doce nome de irmãs, pois sabia muito bem que todas tinham como ele a mesma origem”.
Por exemplo, segundo a Dr. Núbia França, na sua obra Relaxe e viva feliz, a Terra teria por assim dizer uma pulsão cardíaca que ficaria em torno de 7 a 12 ciclos por segundo, enquanto o homem ficaria em torno de 14 a 28 ciclos por segundo. O primeiro seria estado Alfa e o segundo Beta. Religiosos em estado de concentração/oração/meditação conseguem facilmente entrar em estado de Alfa, isto é, sua respiração fica mais lenta, como se fosse a de um bebe, colocando-o em uma harmonia cíclica com a Terra. Existem ainda outros dois ciclos ou estados: o Teta e o Delta; o primeiro ficaria em torno de 3 e 7 ciclos por segundo, neste a noção de tempo e espaço não existem e o segundo fica entre 0, alguma coisa e 3, pois o 0 total seria a morte.
Contudo, nossas pedagogias estão voltadas par uma educação tecnicista e racional. Ignorando o potencial tanto criativo quanto espiritual do homem.
Acredito numa proposta que justamente leve em consideração tanto os dados relativos à praticidade quanto aos que concernem ao imaterial. Nossa cultura é fortemente marcada pelo dado do sagrado, contudo filosofias como a Descartes e Hume foram mais determinantes às nossas pedagogias, com os elementos racionais e empíricos, em detrimento do fator subjetivo. Cito novamente Boaventura:
Não estudem unicamente para saber como falar, mas para pôr em prática primeiro aquilo que tiverem aprendido e, depois de terem posto em prática, para ensinar aos outros aquilo que eles devem fazer. Quero que meus irmãos sejam discípulos do Evangelho e que seus progressos no conhecimento da verdade sejam tais, que eles cresçam ao mesmo tempo na pureza da simplicidade. Dessa forma não hão de
separar aquilo que o Mestre uniu com sua bendita palavra: a simplicidade da pomba e a prudência da serpente (LM XI, 1).
Hoje nossa cultura é fortemente marcada pelo consumo. Somos ensinados que somos produtos de consumo do mercado de trabalho: “O teu currículo, é a vitrine!”. Francisco e Clara de Assis podem estar separados de nós por quase oito séculos, entretanto sua pedagogia da simplicidade é-nos urgente justamente pelo consumo desenfreado tanto do próprio ser humano como dos recursos naturais disponíveis a nós.
Como, contudo, aplicar uma pedagogia integralista com espaço adequado e adaptado num Brasil multicultural e a milhões de discentes do Ensino Fundamental e Médio? Lembremos que ainda que não importássemos um modelo europeu para nossa educação, não poderíamos da mesma forma transportar modelos regionais, entretanto a troca de experiência, com certeza, é sempre frutífera.
REFERÊNCIA:
http://www.fae.edu/pesquisaacademica/pdf/primeiro_seminario/visao_complexa_italo.pdf
SOBRE EDUCAÇÃO, por Ariadene Cristina

É muito difícil nos tempos hodiernos falarmos de uma escola modelo, pois, percebo que a educação chegou em um declínio tão cruel na historia de nosso país como nunca vimos. Hoje o que verificamos é o que o pensador alemão Nietzsche descreveu em sua época sobre os estabelecimentos de ensino que visavam formar determinados tipos de homem para servir aos interesses do Estado, da ciência e do mercado, ou seja, a educação possui uma finalidade clara e limitada e uma de suas premissas é a potencialização de características comuns dos sujeitos a fim de que possam movimentar as engrenagens da sociedade em prejuízo do desenvolvimento das singularidades e do potencial criativo.
Uma das características desta educação é o uso excessivo da memória como técnica didática. Como alternativa a este tipo de educação, Nietzsche propõe a educação e o cultivo de si, não como um individualismo exacerbado - tão em voga nos tempos atuais, fomentado pelo neoliberalismo - mas um adestramento de si, das forças plásticas, das características próprias de cada sujeito e de seu potencial criativo, por meio de uma educação que promova as capacidades intelectuais, artísticas, emotivas e físicas de cada discente.
Faço uso agora de Platão, que na sua pedagogia propunha que a educação se aplica em etapas, primeiramente educando o hábito e a formação do caráter, formando, assim, a base moral e o filósofo como meio de se libertar da caverna. Contudo segundo o conhecimento de alguns pensadores, sabemos que cada um tem o seu conhecimento, ninguém detem a totalidade do conhecimento e ninguém é totalmente ignorante, mas poderíamos aqui, propor uma aristocracia do saber, onde um conjunto de pensadores analisariam a melhor pedagogia para a formação de nossos educando.
Mas não podemos desistir de sonhar com algo melhor para nossa educação. Analisando os dois autores percebo que ambos concordam que não devemos formar individuo somente para obter dinheiro, e aqui, coloco q função da nossa amiga sabedoria e seu papel fundamental em indicar como isso é sinal de ma- educação .
Acredito que a filosofia possa ajudar o individuo a pensar, a refletir, a se conhecer antes de tudo e dando um alicerce de compreensão do seu próprio self, isto é, do seu próprio eu.
Outro pensador da qual eu faço memória é Epicuro. Nossa sociedade incentiva muito o sensualismo e o consumo dos outros mais que a busca de uma realização plena. Isto se dá tanto via medo da morte, e por isso, se extravasa na sexualidade, no consumo da comida. Estamos ansiosos. Epicuro nos propõe, e isto antes mesmo do evento Cristo, uma vida mais comedida e não temerosa, pois não devemos temer a morte pois esta enquanto vivos não existe, e quando ela esta presente somos nos que não existimos.
Por isso, penso numa educação, que viabiliza uma autonomia maior do individuo, tanto no seu reto pensar, como no seu reto agir.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
SOBRE A CONDICIONALIDADE OU INCONDICIONALIDADE DE DEUS
Três são os princípios “ativos” de Deus: ele é onipotente, onisciente e onipresente, isto é, Deus tem todo poder e poder para criar tudo, natureza de Deus que permite ele saber tudo em todo tempo e espaço e qualidade de Deus que permite ele estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Partindo desta premissa temos o homem como ser limitado ao tempo e espaço, pois faz parte da natureza divina ser atemporal e aespacial. Tendo dito isto, passemos para outro ponto que acho importante abordar. Sendo ele o da ordem do infinito e nós do finito, como é possível relacionar-mos com ele infinitude sendo nós seres finitos e mesmo como pode ele nos agraciar com o paraíso ou nos desgraçar com o inferno sendo nós seres temporais e espaciais, resumindo, é possível sermos julgados a eternidade do paraíso ou do inferno partindo do princípio que somos seres finitos, isto é, de fato temos o tempo necessário para tomarmos ciência do que é Deus? O finito pode ser o meio de se chegar a Verdade Eterna?

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS
“Como escrevi uma vez, travestis, são sentauros urbanos, duas vidas num corpo só. Não confudiram com a figura da drag queen. O travesti tem orgulho de ser quem é. Ele não é uma decaida, mas uma afirmação de identidade. Ele não é da area moral é da area artística. Há algo de clone no travesti, pois eles nascem de dentro de si-memos. Quem esta nu ali na esquina: o homem ou a mulher nele? O que oferece o travesti ao homem que o procura? A chance de ser a mulher de uma mulher! O travesti não é simples e doce, a um lado criminal no travesti. Ele tem coragem de ser duplo. Tem, coragem de viver o terror e a gloria no centro da madrugada. O homem que se casa com a prostituta se acha um benfeitor que humilha a mulher que ele salvou. O travesti nunca será grato a você... você é que terá de lhe agradecer. O travesti não dá uma boa esposa, vocêpoderá ser a esposa dele: “Querida ja lavei sua minisaia de oncinha”. O travesti tem algo de cauboi, corajoso como um John vestido de calcinha fio-denta: você passa no carro e o vê uma Marling de botas no meio dos fárois e lá se vai o pai de família perdido de loucura. O travesti é um fenome que nos fascina porque assume a verdade da sua mentira".

PRA COMEÇO DE CONVERSA...
É com esse comentário feito pelo Arnaldo Jabor que iniciamos nossa reflexão e capacitação para atuação no dia 29 de janeiro, “DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS”, e também para iniciar um aprofundamento acerca dos concernentes da realidade Trans. Primeiro é importante ressaltar o porquê desta data, por isso vejamos sua trajetória:
“Desde 29 de janeiro de 2004, a antra comemora a data, através das suas afiliadas, como o dia da visibilidade de travestis. naquele dia, deu-se início à campanha nacional “travesti e respeito já está na hora dos dois serem vistos juntos: em casa, na boate, na escola, no trabalho, na vida”, quando 27 trans entraram no congresso em Brasília para lançar a luta em todo o território nacional. A partir daí, as 52 organizações afiliadas da ANTRA saem às ruas para reivindicar, comemorar e cobrar. Essa iniciativa foi executada pela primeira vez pelo grupo Identidade de Campinas. (...) Em 2008, a ANTRA foi recebida em audiência na cidade de Brasília pelo ministro da saúde, José Temporão, quando foi entregue documento com várias reivindicações desse movimento”.[1]
Por muito tempo foi associada às travestis aquela imagem do periférico, marginal. As travestis sempre estiveram ali para atender a demanda urbana do mercado do sexo, das drogas, etc. Mesmo nem nos preocupava a sua existência, pois as tínhamos como as fora da lei, depravadas, um ser mesmo passível de desprezo.
Os tempos mudaram. O andar da carruagem tem nos levados a lugares antes inimagináveis e que nunca ousaríamos colocar nossos santos pés.
Quando um grupo de travestis se organizam e vão a luta pelos seus direitos e exigir RESPEITO, eu equivaleria, a quando Galileu Gallilei propôs e descobriu que a Terra não era o centro do Universo, e sim o Sol e que era ela, a Terra que girava em torno dele, e não o contrário, pois parece haver uma desordem sócial, parece que a sociedade entre em caos: “Afinal que direitos poderiam ter estes seres?”. No site da revista Época encontra-se uma matéria intitulada “Por que os homens procuram travestis?” e é de onde retiro este dado que segue:
“Os líderes das organizações de travestis estimam que haja 5 mil ou 6 mil deles no Rio de Janeiro e uma quantidade muito maior – fala-se em 30 mil – em São Paulo. Nenhuma ciência ampara essas estimativas. Sabe-se que há travestis de Porto Alegre a Manaus, inclusive em cidades pequenas. Tem-se a impressão, entre os que lidam com o assunto, que o Brasil é o líder mundial nessa categoria – e o principal exportador para os países europeus, sobretudo Itália e Espanha. “O Brasil tem a maior população mundial de travestis e o maior número de travestis per capita”, afirma Kulick. Trata-se de uma opinião bem informada, mas é apenas opinião. Líderes de organizações de travestis como Keila Simpson, presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, querem que o censo inclua perguntas que permitam quantificar os diferentes grupos sexuais do país. “Como se pode dirigir políticas públicas a uma população de tamanho ignorado?”, diz.”[2]
O QUE TEMOS A NOSSO FAVOR?
Como então ignorar a existência e as necessidades dos direitos dessas milhares de travestis?
Estes direitos estão garantidos na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, assim como na Lei Estadual N° 10.948, de 05 de novembro de 2001, pois como a própria DUDH garante, a extensão destes é reservada a todas as pessoas, e travesti, ainda que ambíguo, é uma pessoa e merece respeito.
Segue abaixo os trechos que nos interessa na DUDH:
Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Quanto à Lei N° 10.948, segue na integra em anexo no final deste trabalho, mas grosso modo, esta lei dispõe sobre penalidades a serem aplicadas em atos discriminatórios e quais os casos se aplicam.
POR QUE PARTICIPAR E CONTRIBUIR COM A CAUSA?
Estamos em uma sociedade intitulada de pós-moderna, onde muitos valores foram derrubados para que outros se sobrepusessem e isso de forma instantânea e sem perguntarem se era bom ou não para a nossa sociedade.Vivemos em um Estado laico, e como fora citado acima, estima-se uma população de travestis de mais de 40 mil em território nacional que não recebe deste Estado o seu reconhecimento enquanto cidadãs e por isso, continuam a margem de nossa sociedade. Muitos passos foram dados ao seu reconhecimento. Muitas ingressaram em faculdades e universidades com seu nome social reconhecido, assim como também alguns bancos isto também observado esta prática.
[1] In: http://leokretbrasil.blogspot.com/2009/01/dia-nacional-da-visibilidade-de.html
[2] In: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI4421-15228,00-POR+QUE+HOMENS+PROCURAM+TRAVESTIS.html
[3]In:http://www.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm
SOBRE A SOLIDÃO
Este sentimento de solidão associa-se como aquele sentimento na nossa infância de estar sozinho no escuro que gera medo e angústia. O nosso dia, mesmo estendo-se noite adentro - nossas noites estão claras a tal ponto que não conseguimos ver a imensidão infinita das estrelas cintilando no céu escuro de uma noite enluarada – nos tem dando a possibilidade de maiores contatos ainda nos deixa com a sensação de solidão... Sentimo-nos sozinhos ainda que umas multidões de gentes estejam ao nosso lado, sim, porque são gentes e não pessoas, praticamente são coisas ocupando um espaço concreto, ou porque não artificial... E a saudade esta ai junto dela fazendo lembrança, deixando-nos em um estado melancólico, de pesares, e digo senão, por coisas que nunca tivemos momentos que nunca passamos e amores que nunca passaram em nossas vidas. A solidão para uns é causa de pânico... Para outros, refúgio, mas não fuga! Lugar de encontro de você com você-mesm@, encontro com seu eu interior. Lugar do resgate, talvez, de um elo perdido com a nossa individualidade, mas não de um individualismo exacerbado. A mesma pergunta faço sobre o medo das pessoas em não encontrar o seu par perfeito, e isso, como se de fato ele existisse. Passam a vida inteira idealizando um amor perfeito e quando pensa que achou, logo em seguida pensa: “ Não me sinto complet@ com essa pessoa”, e sai em busca novamente do par ideal. Acredito que quem tem a solidão por companhia nunca se sentirá sozinh@.Não pretendo afirmar uma sociedade retirada, mas sim retirante, auto-retirante.
Esta auto-retirada não é uma negação da vida existente com toda sua complexidade mas, uma auto-afirmação de si-mesmo e consciente na sua jornada diária e do papel que temos que assumir como seres históricos como somos. Sabe do seu valor quem sabe da sua existência temporal e espacial ( eu tenho minhas dúvidas sobre a existência de um tempo e de um espaço). quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
MOVIMENTO LGBT COMEMORA DIA DA VISIBILIDADE TRANS EM PIRACICABA-SP
Reflexões sobre nosso tempo - 13 de Maio de 2009 - PARTE I
O que aqui escrevo, faço para mim e faço com o propósito de conhecer-me melhor e, com isso, buscar um maior crescimento no entendimento das subjetividades das coisas deste mundo. Em especial reserva, a mim, faço as críticas. Caso algum próximo ache palavras de proveito e queira fazer para si uso do que aqui escrevo para mim, fico feliz por saber que estas reflexões foram útil para mais de um.Não sou erudito, nem sou culto... Apenas um jovem angustiado com algumas questões concernentes ao percurso que estamos construindo em nossas relações cotidianas. Muito me agrada ver alguns pouquíssimos se dedicando a busca do conhecimento pelo prazer e pela liberdade que este traz, pois ainda que me levassem ao cárcere, ainda que me privassem da liberdade de expressão e mesmo de culto, jamais, jamais lhe seriam possível privar-me de pensar.
Diante dos meios de comunicação de massa coercitivos poderia indagar-me se é possível realmente pensar em liberdade de pensamento, se é possível realmente pronunciar um enunciado sem estar envolto das ideologias midiáticas? Algo que doi muito é saber que não há mais em nossos meios de ensino aquelas pessoas inclinada à cultura e à "formação integral" do ser humano, e este um ser tão magnífico em sua complexidade seja física, intelctual ou mesco espiritual, mas que se revela na condição de um verme que rasteja sobre a face da Terra com o nariz levantado e todo ensoberbado. Estes mesmos compelem-se a relações de interesses tão grosseiras que por fim tornam-se incapazes de estabelecer relações verdadeiras e filiosas, relações essas que não fitam sequer sua própria felicidade, mas tão somente a supressão de suas necessidades mais ordinárias, isto é, para sua simples subsistência infrutífera como raça humana.
Uma amizade pura, sincera e verdadeira; uma amizade que capaz de curar como remédio, se encontra hoje mediante a mesma e fatigante procura da tal agulha no palheiro. Uma filia para os deleites, uma ágape! Como que na mesma medida da fadiga de procurá-la é o prazer de te-la junta a ti, sem antes pensar naquele parasita que se aproxima de ti, não para o prazer e a felicidade de se estarem juntos, mas antes no intuito de tirar os maiores proveitos do colo deste antes mesmo de lhe tirar a própria dignitate.Pergunto-me onde estão os valores elevados pela virtude como a busca comum pela felicidade, o princípio da gentileza e da verdade?
É indecente a forma como a nossa juventude, e não só ela, pois esta segue os passos deixado pelos mais velhos, de hoje encara a vida como se nada de importante antes do momento atual tivesse ocorrido e como se nada fosse possível acrescentar para um futuro próspero para nossa existência.
Com o triunfo do pensamento moderno, muito dos valores que haviam vigorado na antiguidade e no medievo foram substituídos por outros tão ambíguos quanto os precedentes.
No entanto, nos é visível que, ainda existe, uma minoria, como já é de praxi, que se ocupa com as coisas que se realmente deviria ocupar o homem: a arte de bem pensar e bem viver. Em nossas universidades há um crescente numero de indivíduos buscando conhecimento para, assim, poder ocupar a tão almejada vaga no mercado de trabalho. E por essa mesma expressão podemos observar que o ser humano neste tempo perdeu o que lhe é peculiar dentro da sua existência juntamente com os demais seres; pois passou a ser mercadoria de simesmo, coisificando-se ao extremo de ter dentro do atual sistema econômico um elevado numero de indigentes consumistas, pois estes não existem para eles pelo fato de não consumir e contribuir com a vigência do sistema capitalista. Pois na mesma medida que este ocupa a tão almejada vaga de trabalho, outros tantos ferozes se preparam para superá-lo e tomar para si o lugar ocupado por este, isto dentro de uma cadeia imposta por um sistema cruel que tem visado mais o lucro que o crescimento ordenado e equitativo da humanidade.
Como já nos afirmava Nietzsche, nossos estabelecimentos de ensino estão preparando não homens para a vida, mas sim, especialistas em microcoisas incapazes de se relacionar com o diferente, incapazes de elevar seu pensamento e admirar o belo.




